
O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva.
A medida foi tomada após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluir que o ex-deputado cometeu abandono de cargo. Segundo a portaria, a infração ocorreu devido à ausência injustificada do serviço por mais de 30 dias consecutivos.
Eduardo estava afastado das atividades na PF para exercer o mandato de deputado federal. Após a perda do mandato, em novembro de 2025, ele deveria reassumir o posto de escrivão no Rio de Janeiro, mas não retornou às funções. O processo disciplinar foi concluído pela Polícia Federal em julho.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Durante o período, permaneceu fora do país enquanto o vínculo com a Polícia Federal ainda estava ativo. Em fevereiro deste ano, a Corregedoria da PF no Rio determinou o afastamento preventivo dele e a devolução da carteira funcional e da arma vinculada ao cargo.
Com a publicação da portaria, o desligamento de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal foi formalizado na esfera administrativa. Ele havia ingressado na corporação em 2010, após ser aprovado em concurso público para o cargo de escrivão.
Lula vai à ONU defender multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O discurso do chefe do Executivo brasileiro está previsto para terça-feira (22), quando deverá abordar a defesa do multilateralismo, a cooperação internacional e a solução negociada de conflitos.
Entre os temas centrais da fala presidencial deve estar a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil defende mudanças na estrutura e no funcionamento do órgão, além de maior participação de países em desenvolvimento nas decisões sobre questões relacionadas à paz e à segurança internacionais.
A agenda de Lula também inclui reuniões bilaterais com autoridades estrangeiras e um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente deverá ainda se reunir com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. A programação ocorre em um cenário de conflitos internacionais e discussões sobre o papel das instituições multilaterais.
Não há confirmação de uma reunião formal entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois devem discursar na sequência durante a abertura do debate geral, o que pode possibilitar um contato nos bastidores. A participação brasileira também deverá incluir discussões sobre soberania, direito internacional humanitário, a situação da Palestina e o combate à desigualdade.
Além da agenda presidencial, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará de reuniões ministeriais de grupos como Brics, G77, G4 e IBAS. O ministro também presidirá encontros da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas). Outros integrantes da comitiva brasileira participarão de atividades relacionadas à gestão pública, aos povos indígenas e à igualdade racial.
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