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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

LUTO NA MÚSICA BRASILEIRA

 

O cantor Roberto Müller, conhecido carinhosamente como “O Pingo de Ouro” e um dos grandes nomes da música romântica brasileira, morreu aos 89 anos, no Recife. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (24). O sepultamento está marcado para esta sexta-feira (25), no Cemitério de Santo Amaro, na área central da capital pernambucana. A causa do falecimento não foi divulgada.

Nascido em Piracuruca (PI), em 17 de fevereiro de 1937, Müller deu os primeiros passos na carreira artística em 1955, na Rádio Timbira, em São Luís. Nos anos 1960, transferiu-se para o Rio de Janeiro, epicentro cultural da época, onde integrou o casting de emissoras de rádio de peso, como a Excelsior, a Nacional e a Mayrink Veiga.

A consagração nacional veio em 1963, consolidando uma trajetória de mais de seis décadas dedicada à canção romântica. Ao longo da carreira, o artista gravou dezenas de discos, acumulou seis discos de ouro e eternizou sucessos como “Entre Espumas” e “Nunca Mais Brigarei Contigo”. Apaixonado por Pernambuco, ele escolheu o Recife como morada a partir da década de 1980.

Entre os episódios marcantes de sua trajetória, destaca-se uma curiosa e delicada situação vivida em 2002. Durante uma apresentação em Teresina, o cantor descobriu que um livro didático distribuído no Piauí trazia a informação equivocada de que ele já havia falecido. O erro, que levou o artista a buscar reparação judicial, virou anedota de uma vida intensamente dedicada aos palcos.


31 parlamentares dos EUA questionam Trump sobre possível interferência nas eleições do Brasil

Um grupo de 31 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta quinta-feira (24), para questionar ações do governo de Donald Trump relacionadas ao Brasil. Os congressistas, todos ligados ao Partido Democrata, pedem que os Estados Unidos respeitem o processo eleitoral brasileiro e reconheçam o resultado das urnas, independentemente do candidato eleito.

Na carta, os parlamentares afirmam estar preocupados com o que classificam como uma possível tentativa coordenada da administração Trump de influenciar as eleições presidenciais brasileiras de outubro. Segundo eles, medidas adotadas pelo governo americano nos últimos meses poderiam exercer pressão diplomática, econômica e política sobre o Brasil.

Entre as medidas citadas estão as tarifas impostas a produtos brasileiros, sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas e a revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. Os congressistas também questionaram a atuação de autoridades americanas em assuntos relacionados ao processo eleitoral brasileiro.

Os parlamentares também mencionaram a relação do governo Trump com setores ligados à família Bolsonaro e afirmaram que algumas das medidas adotadas por Washington poderiam favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Essa interpretação consta na carta enviada a Rubio e representa a posição dos signatários do documento.

O grupo citou ainda episódios envolvendo eleições recentes em outros países da América Latina, como Colômbia e Honduras, para sustentar a preocupação com uma possível ampliação da atuação dos Estados Unidos em processos eleitorais da região. Os congressistas pediram ao secretário de Estado explicações sobre as medidas e solicitaram um compromisso formal de respeito ao resultado das eleições brasileiras.

A carta foi assinada por 30 deputados e pelo senador Bernie Sanders, que é independente, e pede uma resposta do governo americano até 1º de outubro. Até o momento da publicação, o Departamento de Estado dos Estados Unidos não havia apresentado resposta pública ao documento.

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