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| Foto Divulgação |
As águas da Transposição do Rio São Francisco voltaram a ser liberadas, desde o último domingo (9), para o sistema hídrico do Ceará. A medida, adotada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, foi revelada, nesta última quarta-feira (12), em entrevista ao Jornal Alerta Geral, pelo Diretor de Operações da Cogerh (Companhia de Gerenciamento de Recursos Hídricos), Tércio Tavares.
Segundo Tércio, são 600 litros por segundo de água que chegam ao açude Atalho, no Município de Brejo Santo, que é uma das portas de entrada da Transposição do Rio São Francisco no Estado do Ceará. As águas garantem tranquilidade aos agricultores da região.
De acordo com o Diretor de Operações da Cogerh, com a boa quadra invernosa, não há, nesse momento, necessidade de aporte maior da Transposição do São Francisco para o sistema hídrico do Ceará. Dentro do Plano Operacional encaminhado pelo Governo do Estado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, o Ceará pode receber, se necessário, até 10m³/seg de águas do São Francisco.
Com informações do Ceará Agora
Cresce violência contra a mulher e aumentam números de feminicídios no Ceará
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| Foto Reprodução/Unidade de Arte SVM |
Ameaças, espancamentos, abusos sexuais e até mesmo feminicídios. As violências sofridas por mulheres no Ceará passaram a ser mais notificadas com o passar dos anos. Conforme o relatório 'Elas Vivem', da Rede de Observatórios da Segurança, em 2024 foram 207 casos registrados no Estado, indicando este o pior período desde 2020, ano em que a Rede foi criada.
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13), indica que a maior parte das vítimas têm de 18 a 39 anos e que também aumentou o número de feminicídios. Enquanto em 2023 foram assassinadas 42 vítimas em razão de gênero, o número saltou para 45 no ano passado. Já a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) contabilizou 42 feminicídios no Ceará em 2023 e 41 em 2024.
A Rede destaca que os dados do relatório vêm a partir de um monitoramento diário a partir do que é veiculado na imprensa: "as informações coletadas de diferentes fontes são confrontadas e registradas em um banco de dados que posteriormente é revisado e consolidado.
O monitoramento sensível da Rede de Observatórios permite que crimes que possuem evidências, mas não são tipificados pela polícia, como violência contra mulheres (lesão corporal, ameaças e outros), possam ser nomeados corretamente".
Em 75% dos casos de violências, os crimes foram cometidos por pessoas próximas a elas. Os dados da SSPDS corroboram que ano após ano mais mulheres prestam queixas relacionadas à Lei Maria da Penha. Foram quase 26 mil denúncias no ano passado, o maior número desde 2012.
Em paralelo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nessa última terça-feira (11), que houve aumento de 225% nos julgamentos de casos de feminicídio em todo o país no período de quatro anos. No Ceará, em 2024, foram julgados 494 casos relacionados à feminicídio, segundo o painel de violência contra a mulher.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) disse que "buscando reforçar as ações para segurança das mulheres, o Governo do Ceará sancionou, no último dia 8 de março de 2025, a lei de criação da 2ª Delegacia da Mulher de Fortaleza, equipamento de segurança direcionado, exclusivamente, ao público feminino".
Com informações do Diário do Nordeste.


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