O governo pode esperar até o dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, para anunciar o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320. O adiamento da medida está em discussão e é defendida pela área econômica.
Segundo apurou o Estadão, o assunto já foi levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não bateu o martelo.
A postergação do anúncio daria tempo para o governo monitorar a evolução do comportamento da folha do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que teve a base de beneficiários elevada rapidamente na reta final da campanha eleitoral pelo governo de Jair Bolsonaro.
Técnicos do governo disseram que reajustar agora seria muito difícil, porque não há todo o orçamento necessário. Os números, porém, foram revistos em função do crescimento da estimativa de gastos atrelados ao salário mínimo, como benefícios previdenciários.
O custo adicional inicialmente estimado pelos técnicos do governo é de R$ 7,7 bilhões, além do que foi previsto no Orçamento de 2023. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, aprovada no final do ano passado, já constava com um adicional de R$ 6,8 bilhões para garantir o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.
Como esse gasto extra não está previsto no Orçamento, se o governo anunciasse o reajuste em janeiro, teria que se comprometer com uma ampliação da dotação orçamentária, segundo técnicos envolvidos na discussão. Na prática, essa situação poderia levar o governo a fazer um contingenciamento de despesas no primeiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento, em 22 de março, data do seu envio ao Congresso.
O presidente Lula prometeu que aumentaria o valor do benefício, mas ainda não editou uma medida provisória (MP) formalizando o novo patamar do piso e nem sancionou o Orçamento de 2023.
Até lá, fica valendo o valor do salário mínimo de R$ 1.302, segundo MP editada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em dezembro do ano passado.
Sem filtros
Antes mesmo assumir no cargo, Haddad, vinha alertando para afrouxamento dos filtros do INSS na concessão dos benefícios previdenciários. "No INSS, foram retirados os filtros para acabar artificialmente com a fila. Essa é a real. É isso que vamos ter que resolver ano que vem e vamos trabalhar para resolver", disse Haddad depois de ser anunciado como ministro da Fazenda, em dezembro de 2022.
O Congresso chegou a aprovar o Orçamento deste ano com a previsão de recursos para o pagamento do salário mínimo em R$ 1.320, segundo o relator-geral, senador Marcelo Castro (MDB-PI).
Na segunda-feira, 9, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, daria uma entrevista sobre o tema, mas a coletiva foi cancelada por causa dos ataques e depredações às sedes dos três Poderes em Brasília no domingo, 8, por golpistas apoiadores de Bolsonaro.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Fazendeiro decepa mão de funcionário que não recebeu salário e furtou galinha
A Policia Civil do Paraná investiga um fazendeiro acusado de decepar uma das mãos de um funcionário, de 60 anos. De acordo com a apuração inicial, o homem trabalhava na chácara do suspeito, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), e não recebeu seu salário. A vítima teria reclamdo e, em seguida, furtado uma galinha.
O fazendeiro e o funcionário teriam discutido. Durante o bate-boca o suspeito pegou o facão atingiu a vítima. O crime aconteceu no dia 31 de dezembro do ano passado, mas só agora veio à tona porque o homem ferido esperou uma semana para procurar por socorro médico — ele tentava tratar o ferimento em casa.
Vizinhos viram que a lesão não estava melhorando e decidiram ligar para a Defesa Civil. Equipes foram para o local onde a vítima mora, uma área rural de difícil acesso. O homem foi levado para o hospital municipal da região.
Em nota, a Polícia Civil informou que o fazendeiro já foi identificado e que a vítima prestou depoimento. A corporação afirmou que faz diligências para esclarecer o caso.
Fonte: Extra via Yahoo Notícias


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