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domingo, 15 de janeiro de 2023

Gastos com cartão corporativo de ex-presidentes são liberados



O governo federal tornou público, nesta quinta-feira (12), os gastos com o cartão corporativo dos ex-presidentes da República entre 2003 e 2022. Regido por um decreto federal, o cartão de gastos do governo é utilizado para pagamento de despesas materiais e prestação de serviços, como hospedagem, transporte e alimentação, por exemplo.

Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, a liberação dessas informações – que abrangem os mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Dilma Rousseff (2011-2016), Michel Temer (2016-2018) e Jair Bolsonaro (2019-2022) – atende uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), tomada em novembro do ano passado. Desde 2017, segundo o ministro, a corte de contas discutia a forma como essas informações deveriam ser divulgadas.

Pela Lei de Acesso à Informação, os dados que coloquem em risco o presidente e vice-presidente, incluindo cônjuges e familiares, deve ser mantido sob sigilo até o término do mandato.

“O Acórdão [do TCU]do dia 30/11 determinou que a divulgação deve ser feita e com transparência ativa, portanto, publicada no site de transparência do governo”, explicou Pimenta.

Para cumprir a determinação, o governo anterior teria disponibilizado os dados até 2018, no fim de dezembro. Já no dia 6 de janeiro, com o término do mandato de Bolsonaro, os dados do período 2019 a 2022 também foram incluídos.

A disponibilização dos números também é decorrente de um pedido da agência Fiquem Sabendo, especializada no acesso a informações públicas.

Pelas planilhas disponibilizadas, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que terminou o mandato no fim do ano passado, gastou cerca R$ 27,6 milhões entre 2019 e 2022 no cartão corporativo. A maior parte dos gastos se refere a hospedagem (R$ 13,7 milhões), tanto em viagens nacionais quanto internacionais; alimentação e supermercado (R$ 10,2 milhões). Também há gastos com abastecimento e outras despesas.

RECURSOS

De acordo com Paulo Pimenta, esses dados agora disponíveis sobre o cartão corporativo presidencial não se referem a outros sigilos que estão sob análise da Controladoria Geral da União (CGU). No dia 1º de janeiro, logo ao tomar posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto determinando que a CGU analisasse a necessidade de manutenção ou levantamento de sigilo de uma série de dados.

O ministro explicou que, ao longo dos últimos 4 anos, mais de 65 mil informações solicitadas por cidadãos no Portal da Transparência tiveram acesso negado. Dessas, restaram 2 mil informações, em que os solicitantes interpuseram recursos, e que caberá à CGU dar a palavra final. O órgão tem até o fim deste mês para emitir o parecer, conforme o decreto de Lula.

Morre famoso compositor aos 78 anos no Rio de Janeiro



Morre Carlos Colla aos 78 anos (Foto: Reprodução/Instagram)

O compositor, produtor musical e cantor Carlos Colla faleceu na manhã desta sexta-feira (13), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Ele que estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, foi submetido a uma cirurgia para tratar dois aneurismas na aorta abdominal. O músico morreu após uma parada cardiorrespiratória, segundo filho dele, Carlos Colla Jr.

“Você lutou muito e eu vi de perto! Obrigado por me dar a vida. Você foi muito mais que o Carlos Colla que conheceram. Foi nosso pai e nosso ídolo! Te admiro muito e agradeço a Deus por ter tido você aqui. Vai com Deus e descansa. Te amo sempre”, afirmou o filho do músico”, escreveu Jr em seu perfil na rede social.


Daniela Colla, também filha do compositor, lamentou e fez uma homenagem: “Pai, você sempre foi meu herói, minha inspiração, um exemplo de fortaleza e determinação. O compositor da minha vida, um contador e cantador de histórias. Te amo infinita e eternamente. Que você descanse em paz e que no palco da eternidade Deus te receba com muita luz. Te amo”, disse Daniela, em uma rede social.

MAIS SOBRE CARLOS COLLA

Colla nasceu no dia em agosto de 1944, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Porém, ele passou  parte da infância e adolescência na cidade de Teresópolis, na Região Serrana. Já na década de 60, ele passou a viver no Rio de Janeiro, onde cursou Direito.

10 anos depois, ele começou sua carreira artística, onde começou como guitarrista da banda O Grupo. Depois de uma apresentação no Canecão, ele foi apresentado ao cantor e compositor Roberto Carlos. Ele pediu uma música para o Rei e, em troca, Roberto pediu uma música também. Dessa forma, Colla e o parceiro Maurício Duboc compuseram duas músicas: “A namorada” e “Negra”, que foram gravadas pelo cantor nos anos de 1971 e 1972.

Entre os nomes que deram voz às composições de Colla estão Alcione, Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Leonardo, Daniel, Matogrosso e Mathias, Chrystian e Ralf, Sandy e Junior e Ricky Vallen

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