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sábado, 6 de fevereiro de 2021

Procuradoria abre apuração preliminar sobre atuação de Jair Bolsonaro na pandemia de Covid-19

            

O procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu um procedimento preliminar para apurar a atuação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

O chefe do Ministério Público Federal (MPF) vem sofrendo pressão, tanto interna quanto externa, para investigar a responsabilidade das autoridades do Governo Federal durante a pandemia, que já levou à morte de mais de 220 mil brasileiros.

Aras comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura da apuração, ao analisar um pedido feito por deputados federais do PCdoB, que acusam Bolsonaro e Pazuello da prática de delitos de prevaricação e de perigo para a vida ou a saúde de outras pessoas.

Os parlamentares acionaram o Supremo criticando a atuação de Bolsonaro e Pazuello particularmente no enfrentamento da pandemia nos estados de Amazonas e do Pará. O grupo acusa o Governo Federal de propagar a “utilização de medicamentos que não têm eficácia científica”, em referência à hidroxicloroquina.

Para os deputados, Pazuello e Bolsonaro devem ser responsabilizados – o ministro da Saúde, “em razão de inércia”; o chefe do Executivo, “por postura isentiva e descompromissada em relação às políticas de combate ao novo coronavírus no âmbito do Sistema Único de Saúde”.

“A presente notícia-crime deu ensejo à instauração de Notícia de Fato no âmbito desta Procuradoria-Geral da República, de forma a permitir a apuração preliminar dos fatos narrados e suas circunstâncias, em tese, na esfera penal. Caso, eventualmente, surjam indícios razoáveis de possíveis práticas delitivas por parte dos noticiados, será requerida a instauração de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal”, escreveu Aras ao Supremo.

Mulher assassinada pelo marido cavou a própria cova

 Caçula de vítima também foi morta e corpos foram enterrados no quintal - Filha de 16 anos teria caso amoroso com padrasto

Mulher assassinada cavou a própria sepultura, diz família

O homem suspeito de matar a mulher e a filha dela e enterrar os corpos no quintal de casa fez as vítimas a cavarem as próprias covas, segundo relato de parente das vítimas.
Cristiane Arena, de 34 anos, e Karoline Vitória, de 9, eram dadas como desaparecidas desde novembro. Os corpos foram encontrados em avançado estado de decomposição em uma vala na residência da família, na cidade de Pompeia, no interior de São Paulo. O atestado de óbito comprova que a mãe foi morta com golpes de faca e a filha, com uma pancada na cabeça.
A filha mais velha de Cristiane, uma adolescente de 16 anos, foi apreendida por suspeita de envolvimento no crime. A jovem está na Fundação Casa de Araçatuba e só vai falar sobre o caso em juízo. A polícia investiga se ela teria um relacionamento amoroso com o padrasto, o psicólogo Fabrício Buim Arena Belinato, que está foragido.
De acordo com relato da irmã da vítima, o casal se conheceu quando Cristiane passava por um momento de fragilidade. Ela havia acabado de terminar um relacionamento conturbado e mãe tinha morrido poucos meses antes. Três meses após conhecer o novo companheiro, eles decidiram casar.
A irmã relata que, pouco após o casamento, ela e o marido se afastaram do convívio da família. Cristiane costumava defendê-lo de críticas. Cinco anos atrás, ela não acreditou quando o pai contou que viu a neta, filha de Cristiane, dando um beijo na boca do padrasto na frente de casa.
Na semana em que o crime aconteceu, Cristiane havia chegado de uma viagem e começou a trabalhar na reforma da casa. O casal comprou telhas e refez a área de serviço.
Antes do desaparecimento, a irmã diz que vizinhos viram Cristiane trabalhando para retirar terra do quintal. "A minha irmã cavou a própria sepultura. À meia-noite, a minha irmã cavou a sepultura dela, arrancou toda a terra, jogou tudo lá pra frente. Bateu massa, concreto, nesse dia. No outro dia, a minha irmã não bateu massa. Quem bateu massa pra ajudar a preencher o buraco foi a filha".
A irmã da vítima diz que vizinhos alertaram o pai sobre o sumiço das duas e contavam que só estavam vendo o marido e a adolescente.
Cristiane foi encontrada enterrada debaixo de um concreto. Foi preciso usar uma máquina retroescavadeira para localizar o corpo. Horas depois, a polícia encontrou o corpo da criança, em uma cova de 1,5 metro de profundidade.

Investigação - Em depoimento, Fabrício e a adolescente alegaram que Cristiane tinha saído de casa com  outro homem e levado a filha com ela. Nas redes sociais, a família aparece sempre junta e sorrindo. No entanto, nos meses de dezembro e janeiro, a polícia identificou movimentações bancárias na conta da vítima. O carro de Fabrício foi visto pela última vez em Presidente Prudente, no oeste paulista.

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