Um comerciante foi detido em São Paulo depois de anunciar em seu restaurante “um ano de churrasco grátis para quem matar o João Doria Jr". O anúncio constava em uma lousa em frente ao estabelecimento, uma churrascaria no bairro da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. Caso aconteceu na última quinta-feira (04). As informações são do G1.
O empresário de 40 anos foi conduzido por policiais ao 96º Distrito Policial (DP), no bairro do Itaim Bibi, onde teve o caso analisado e, de acordo com apuração do G1, foi registrado um termo circunstanciado por incitação ao crime. O homem responderá em liberdade.
"Ele prestou depoimento e se comprometeu a comparecer em juízo. A autoridade policial solicitou perícia para a lousa e encaminhou o caso ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)", disse a Secretaria de Segurança Pública em nota divulgada pelo G1.
“Incitação à morte” consta como delito previsto no Código Penal e tem pena de prisão de 3 a 6 meses ou multa.
Doria é criticado por comerciantes
João Doria (PSDB), governador de São Paulo, virou “inimigo” do setor de bares e restaurantes pela adoção de medidas restritivas para frear o avanço da pandemia do novo coronavírus em São Paulo. No último dia 22, o tucano anunciou o fechamento de todo o comércio aos finais de semana no estado, medida que já foi revista na última quarta-feira (03).
Atualmente, o chamado "Plano São Paulo”, conjunto de medida que regula as medidas de combate à Covid-19, voltou a permitir o funcionamento de restaurantes aos sábados e domingos.
O recuo do tucano veio depois de empresários ligados à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) realizarem um protesto na Avenida Paulista na última terça-feira (02). A gestão Doria diz ter respaldo de especialistas para ter revogado a restrição.
Apesar da pressão pelo fim das medidas de restrição, a pandemia segue em alta em São Paulo. Até a manhã desta sexta-feira (05), o estado registrava mais de 1,8 milhão de casos e se aproximava dos 54 mil óbitos pela Covid-19.
Informações Yahoo Notícias
Paciente com câncer deve ter prioridade para vacinar contra covid-19
A pandemia do novo coronavírus reduziu em 75% as cirurgias de câncer de mama no Brasil em seu período de pico, entre os meses de março e abril do ano passado, em comparação ao mesmo bimestre de 2019.
“Não só as pacientes deixaram de ser operadas, como muitas deixaram de realizar o rastreamento mamográfico para fazer o diagnóstico precoce do câncer de mama. Muitas ainda deixaram de ir aos consultórios médicos para fazer suas consultas de rotina no seguimento de suas doenças”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Vilmar Marques.



A entidade comemorou, nesta sexta-feira, o Dia da Mamografia e o Dia do Mastologista, reivindicando a vacinação prioritária de pacientes com câncer de mama e outros cânceres contra a covid-19.
O medo de contaminação pela covid-19 durante o deslocamento e também ao dar entrada na unidade de saúde levou a uma queda de 45% no número de mamografias entre janeiro e julho de 2020, em relação a igual período do ano anterior, de acordo com levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Câncer de Mama, em parceria com a SBM. No estado do Rio de Janeiro, essa queda alcançou 52%. Marques explicou que esses números refletem a queda no rastreamento mamográfico.
“Essas pacientes perderam a oportunidade de fazer um diagnóstico precoce da doença”. O presidente da SBM informou que agora, devido ao aumento de mortes pela covid-19 e em razão do estrangulamento do sistema de saúde, muitos mastologistas diminuíram o seu movimento cirúrgico.
CÂNCER DE MAMA NO CEARÁ
A mortalidade por câncer de mama cresceu 12% no Ceará entre 2017 e 2019, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. Ao todo, 684 mulheres perderam a vida por conta da doença, em todo o estado, em 2017. O número cresceu para 734, em 2018, e para 772.
No Ceará, a estimativa para o ano de 2020, feita pelo INCA foi de 2510 novos casos de câncer de mama. Já em Fortaleza, a previsão feita pelo Instituto é de 1230 mulheres diagnosticadas com a doença.
Somente em 2018, mais de 17 mil mulheres brasileiras morreram da doença e a estimativa para cada ano do triênio 2020-2022, é de 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) servem de alerta para que as mulheres se conscientizem sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Informações Ceará Agora


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