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sexta-feira, 7 de março de 2025

Homem morto a facadas pela esposa em Mauriti e mais dois morrem após acidentes em Juazeiro e Aurora

 

Três mortes violentas foram registradas no Cariri, sendo duas em acidentes e um homicídio
Demontier Tenório (Foto: Reprodução)   https://www.miseria.com.br/

João Paulo foi morto a facadas por sua companheira Zaíde.

Mais três mortes violentas foram registradas no Cariri, sendo duas em acidentes e um homicídio. Este último por volta das 19 horas desta quinta-feira (06) na Rua Mariquinha Cartaxo (Bairro Dantas) em Mauriti, onde morava o casal João Paulo Ferreira dos Santos, de 39, e Maria Zaide da Silva, de 51 anos. Os dois estavam numa bebedeira quando passaram a discutir e a mulher apanhou uma faca desfechando quatro golpes matando o companheiro o qual tombou sem vida na calçada do imóvel.

Logo em seguida, a acusada fugiu e não foi localizada nas diligências feitas por policiais militares. João Paulo não respondia procedimentos criminais e Zaíde já tinha sido vítima de violência doméstica ao ser agredida pelo próprio filho no dia 12 de dezembro de 2021 na sua casa. Este foi o terceiro homicídio do ano em Mauriti ou 43% em relação aos sete registrados no decorrer do ano passado.

ACIDENTES – Antes, por volta das 09h30min, a aposentada Carmelita Maria do Nascimento Santos, de 76 anos, morreu num dos leitos do Hospital Regional do Cariri (HRC) em Juazeiro. Ela residia na Rua do Comércio (Distrito de Ingazeiras) na zona rural de Aurora e, na rua onde morava, foi atropelada por um veículo na tarde do último sábado (01), sendo socorrida, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos.

Já por volta das 16 horas desta quinta-feira José Moura Rodrigues, de 71 anos de idade, também morreu no HRC. Ele residia no Sítio Sabiá na zona rural de Juazeiro quando se envolveu num acidente cerca de dez horas antes. Às 6 horas ele trafegava pela CE-292, na saída de Juazeiro para Missão Velha, quando caiu de sua moto. Esta foi a quinta morte em decorrência de acidente de trânsito no Juazeiro ou 15% em relação às 34 registradas no decorrer do ano passado.

Exército já avalia possíveis cenários para prisão de Bolsonaro e militares denunciados, diz Estadão


Com o avanço do julgamento sobre a ‘tentativa de golpe de Estado’, o Exército já discute como acomodar militares da ativa e da reserva que eventualmente forem condenados – incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora não haja decisão sobre sentenças ou locais de detenção, há um entendimento dentro da caserna de que um planejamento prévio é necessário para evitar improvisos caso a condenação se concretize. A informação é do Estadão.

Oficiais militares manifestam preocupação com o tempo de duração do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora alguns ministros defendam que o caso seja concluído até dezembro de 2025, há incertezas devido ao alto número de denunciados – 34 no total. O risco de que o julgamento se estenda até 2026, ano eleitoral, preocupa a cúpula militar, que vê nesse cenário um potencial agravamento da tensão política.

Se condenado, Bolsonaro poderia cumprir pena em uma unidade da Polícia Federal, como ocorreu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou 580 dias detido em Curitiba. Michel Temer (MDB) também teve uma cela especial na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde permaneceu preso por quatro dias.

No entanto, o cenário mais provável, segundo fontes militares, seria Bolsonaro cumprir pena em uma unidade do Exército. Isso porque o Código Penal Militar prevê esse direito a determinadas autoridades, incluindo ex-comandantes das Forças Armadas – status que os ex-presidentes possuem por exercerem o cargo de chefe do Executivo.

Entre as opções consideradas, está a reserva de um espaço no Comando Militar do Planalto, em Brasília. Outro modelo possível seria o adotado para o general Braga Netto, também denunciado, que está detido em um alojamento na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, com estrutura diferenciada, incluindo armário, frigobar, televisão, ar-condicionado e banheiro exclusivo.

Uma das principais preocupações das Forças Armadas é o impacto que a prisão de Bolsonaro poderia ter entre seus apoiadores. Há receio de que militantes acampem na porta da unidade militar onde o ex-presidente estiver detido, o que poderia pressionar o Exército a lidar com manifestações de difícil controle.

O temor não é infundado. Após a derrota de Bolsonaro para Lula, acampamentos foram montados em frente a diversos quartéis pelo país, em um movimento interpretado como tentativa de pressionar as Forças Armadas a intervir. Situação semelhante ocorreu durante a prisão de Lula, quando seus apoiadores montaram um acampamento em frente à sede da PF em Curitiba.

No caso de Bolsonaro, no entanto, o Exército avalia que um acampamento prolongado diante de um quartel poderia representar um risco ainda maior, comprometendo a rotina militar e forçando uma ação para dispersar manifestantes.

Apesar das discussões, não há nenhum preparativo concreto para uma possível prisão de Bolsonaro. No entanto, a mera possibilidade de que isso ocorra já mobiliza preocupações dentro das Forças Armadas, que tentam antecipar cenários e minimizar os impactos de uma eventual condenação do ex-presidente.

(Hora Brasília)

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