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domingo, 17 de maio de 2026

Barbeiro morto a tiros em Brejo Santo e outro homicídio à bala em Porteiras

 

 

Mais dois homicídios foram registrados no Cariri entre a noite de sábado e madrugada deste domingo
Demontier Tenório site miséria  

Jessé foi morto a tiros numa das esquinas da Rua Raimundo Zabulon perto de sua casa.

Mais dois homicídios foram registrados no Cariri entre a noite de sábado e madrugada deste domingo. Por volta das 20h30min deste sábado (16) o Barbeiro Jessé Bezerra Feijó Filho, de 19 anos, foi morto a tiros em Brejo Santo. Ele residia na Rua Raimundo Zabulon de Figueiredo (Bairro Capilé) e estava sentado num banco perto de sua casa no cruzamento com a Rua Pedro Crisóstomo Pereira quando foi surpreendido pelos disparos de arma de fogo.

O mesmo era usuário de drogas e respondia apenas um procedimento por crime de trânsito. No dia 31 de maio de 2025 foi flagrado por policiais militares empinando sua moto e desobedecendo a sinalização semafórica. Este foi o primeiro homicídio do mês de maio em Brejo Santo e o quinto de 2026 no município ou um a mais que os quatro registrados no decorrer do ano passado.

PORTEIRAS – Já por volta das cinco horas da madrugada deste domingo (17) um homem foi morto com um tiro de espingarda calibre 12 na cabeça. O crime aconteceu perto da ponte do Sítio Muquem na zona rural de Porteiras e a reportagem do M1 ainda não conseguiu a identificação da vítima. Foi o primeiro homicídio do ano em Porteiras ou 33% em relação aos três registrados ano passado. O último tinha ocorrido no dia 13 de julho quando Antonio Luiz Galvão, de 75 anos, foi morto a pauladas em sua casa no Sítio Sobradinho

Ceará exportou R$ 800 milhões em mármore e granito

Foto Natinho Rodrigues / SVM
Presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE), o geólogo e empresário Carlos Rubens Alencar foi rápido no gatilho ao manifestar-se, antes mesmo das primeiras luzes da aurora de ontem, sobre o conteúdo da edição de terça-feira desta coluna, que abordou a inexistência de um organismo do governo estadual destinado a atrair e a coordenar investimentos para o setor da mineração cearense. 

Alencar também lamenta que tenha sido extinta a Companhia Cearense de Mineração (Ceminas), cujos geólogos, nos primeiros anos da década de 60 do século passado, no governo de VT, descobriram na superfície e no subsolo a riqueza mineral de que o Ceará dispõe hoje e cujos números e valores impressionam.

“No ano passado de 2025, o setor mineral cearense exportou o equivalente a US$ 160 milhões (R$ 800 milhões), dos quais US$ 100 milhões (R$ 500 milhões) em mármores, granitos e quartzitos”, diz o presidente do Simagran, acrescentando outra informação relevante:

“Neste ano de 2026, sem nenhum apoio governamental, vamos superar esses números”.

Carlos Rubens Alencar lamenta que, hoje, “60 anos depois da saudosa gestão de Virgílio Távora, o governo do Ceará “não disponha sequer de um profissional de geologia e mineração na sua assessoria”.

Há outra lamentação e outra queixa que chegam à coluna procedentes de empresários do setor de energia elétrica, principalmente dos que investem em energias renováveis.

“Havia uma Secretaria de Energia, que foi extinta, tendo suas tarefas e responsabilidades transferidas para a atual Secretaria de Infraestrutura, que não resolve tudo, pois há detalhes que precisam de ser encaminhados e tratados com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico”, dizem eles, pedindo e obtendo o natural anonimato (o tempo é de eleição e reeleição, e todo o cuidado é e será pouco ao longo dos próximos 5 meses).

As mesmas fontes convergem para um ponto: o estado cearense, como o da União, é grande, em alguns setores inoperante, custa caro e necessita de uma urgente reformulação. Significa, em português de arquibancada, reduzir para menos da metade esse tamanho e seu alto custo. Isto não se faz nem se fará em véspera de eleição, posto que se trata de medida antipática, de nenhum apoio popular.

No próximo ano, todavia, o eleito (ou reeleito) terá de, obrigatoriamente, usar a racionalidade para enxugar essa paquidérmica máquina pública. Isto significará: 1) extinguir secretarias e organismos desnecessários e inúteis; 2) fundi-los; 3) cortar a árvore do mal e plantar a do bem, ou seja, mandar para a lixeira centenas de cargos comissionados e funções gratificadas que servem para nada; 4) renegociar todos os contratos, chamando para uma conversa franca os fornecedores (que são sempre os mesmos, pelo menos nos últimos 20 anos) que devem ser convencidos a celebrar um pacto pelo equilíbrio das contas públicas estaduais; 5) reunir-se com os eleitos e reeleitos deputados estaduais e acertar com eles a aprovação desse pacote de medidas, algo que, também pela tradição, será quase impossível de ser obtido sem as históricas condicionantes dos dois lados. É do jogo, mas não deveria ser.

Se for feito o que acima está sugerido, o governador eleito ou reeleito colherá em 90 dias os frutos da mudança. Isto já aconteceu aqui em 1987, no plano estadual, e em 1989, no plano municipal fortalezense. E, também, em vários estados e outras capitais.

Mas há um problema, que faz parte da crônica da política brasileira: passada a fase de ruptura, as coisas tendem a retomar – e retomam – o rito tradicional para que, por extrema necessidade, tudo volte a ser como era, como ensina Giuseppe Tomasi di Lampedusa.

Com informações do Diário do Nordeste.

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