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| Foto Marcelo Andrade | IFCE) |
A confirmação de que o líquido encontrado no sítio em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, é realmente petróleo chegou por e-mail, no fim da tarde desta última quarta-feira (20), para a família do agricultor Sidrônio Moreira.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) enviou orientações sobre a nova fase que se inicia: o processo para avaliar se será possível extrair o petróleo encontrado no local.
O achado do petróleo foi feito por Sidrônio Moreira em 2024, quando perfurava o solo em busca de água. Nesta última quarta-feira (20), os familiares receberam dois documentos com atualizações da ANP.
Ao g1, o gerente de vendas Saullo Moreira, filho de Sidrônio, explicou que a família tem expectativas de que a exploração comercial do petróleo encontrado no sítio seja possível, embora compreenda que ainda existe um longo processo pela frente.
“Por enquanto, tudo o que tivemos foram custos e movimentações relacionadas à descoberta. Nossa esperança é que, se tudo avançar positivamente no futuro, possamos ter algum retorno que nos ajude financeiramente”, afirmou Saullo.
Para tentar encontrar água no terreno, Sidrônio havia contratado um empréstimo de R$ 15 mil para pagar pela perfuração do solo. Em reunião com o banco, ele conseguiu o adiamento da cobrança da dívida por um ano.
Ainda conforme o filho de Sidrônio, os familiares compreendem que a confirmação do petróleo encontrado é apenas o início de um processo mais longo até uma futura exploração comercial, incluindo fases de estudos e avaliação técnica.
“Ainda é um caminho longo e sem prazo definido para conclusão. Somente após todas essas etapas, e dependendo dos resultados positivos ao longo do processo, é que pode existir algum retorno financeiro”, relatou Saullo.
Ele explicou, também, que a propriedade do sítio continua sendo da família de Sidrônio. No entanto, os recursos minerais e o subsolo pertencem à União. O agricultor não será dono do petróleo encontrado em suas terras. Ainda assim, ele poderá receber um percentual de até 1% se houver exploração comercial futura (entenda abaixo).
Com informações do G1 Ceará.
Ceará registra três mortes por dengue em 2026
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| Foto Fernanda Barros |
Três pessoas morreram no Ceará em decorrência de dengue em 2026, considerando as Semanas Epidemiológicas (SE) 1 e 19 (do dia 4 de janeiro a 16 de maio). Dentro desse intervalo, o Estado registrou 1.428 casos da doença, índice 16,8% maior ao observado no mesmo período de 2025 (1.222).
Dados constam no mais recente informe operacional da Secretária de Saúde do Estado (Sesa), documento emitido na última semana e que traz o cenário das Arboviroses na unidade federativa.
Conforme levantamento feito pela pasta, no período avaliado foram confirmados quatro casos de dengue grave, com três deles evoluindo para óbito e um apresentando "evolução para cura".
Sesa não informou em que regiões as mortes aconteceram, mas pontuou que permanecem ainda em investigação cinco óbitos suspeitos relacionados a esse tipo mais severo da doença.
Em relação aos municípios cearenses, 160 (87%) registraram casos prováveis da patologia e cinco cidades aparecem em destaque quanto a "incidências de casos confirmados alta e muito alta", apresentando risco de epidemias. Cidades são: Jardim, Farias Brito, Granjeiro, Guaraciaba do Norte e Pereiro.
De acordo com a pasta de saúde, contudo, no geral o cenário no Ceará é "de baixa transmissão de dengue", considerando que entre janeiro e maio deste ano foram notificados ao todo 11.196 casos suspeitos da patologia e, desses, somente 12,8% (1.428) foram confirmados.
Sobre o aumento de casos observados, Carlos Garcia, orientador da Célula de Vigilância e Prevenção de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da Sesa, destaca que "não é possivel" definir uma causa.
"Vários fatores podem ter contribuído para esse aumento, desde variação no regime de chuvas ou temperatura até maior capacidade de detecção de casos", cita o representante estadual.
Já sobre as três mortes registradas, ele pontua que o "padrão de mortalidade é compatível com os anos anteriores", se igualando a 2025, e diz que em 2024 e 2023 foram 9 óbitos em cada período analisado.
O vírus causador da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que causa ainda outras arboviroses como Zika e Chikungunya. De acordo com Carlos Garcia, a prevenção depende "principalmente da vigilância contínua dentro das residências e no entorno delas", citando como ações preventivas:
Com informações do O Povo.


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