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sábado, 23 de maio de 2026

'Por enquanto, tudo o que tivemos foram custos', diz família que achou poço de petróleo em sítio no interior do Ceará

 


Foto Marcelo Andrade | IFCE)
A confirmação de que o líquido encontrado no sítio em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, é realmente petróleo chegou por e-mail, no fim da tarde desta última quarta-feira (20), para a família do agricultor Sidrônio Moreira. 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) enviou orientações sobre a nova fase que se inicia: o processo para avaliar se será possível extrair o petróleo encontrado no local.

O achado do petróleo foi feito por Sidrônio Moreira em 2024, quando perfurava o solo em busca de água. Nesta última quarta-feira (20), os familiares receberam dois documentos com atualizações da ANP.

Ao g1, o gerente de vendas Saullo Moreira, filho de Sidrônio, explicou que a família tem expectativas de que a exploração comercial do petróleo encontrado no sítio seja possível, embora compreenda que ainda existe um longo processo pela frente.

“Por enquanto, tudo o que tivemos foram custos e movimentações relacionadas à descoberta. Nossa esperança é que, se tudo avançar positivamente no futuro, possamos ter algum retorno que nos ajude financeiramente”, afirmou Saullo.

Para tentar encontrar água no terreno, Sidrônio havia contratado um empréstimo de R$ 15 mil para pagar pela perfuração do solo. Em reunião com o banco, ele conseguiu o adiamento da cobrança da dívida por um ano.

Ainda conforme o filho de Sidrônio, os familiares compreendem que a confirmação do petróleo encontrado é apenas o início de um processo mais longo até uma futura exploração comercial, incluindo fases de estudos e avaliação técnica.

“Ainda é um caminho longo e sem prazo definido para conclusão. Somente após todas essas etapas, e dependendo dos resultados positivos ao longo do processo, é que pode existir algum retorno financeiro”, relatou Saullo.

Ele explicou, também, que a propriedade do sítio continua sendo da família de Sidrônio. No entanto, os recursos minerais e o subsolo pertencem à União. O agricultor não será dono do petróleo encontrado em suas terras. Ainda assim, ele poderá receber um percentual de até 1% se houver exploração comercial futura (entenda abaixo).

Com informações do G1 Ceará.

Ceará registra três mortes por dengue em 2026

Foto Fernanda Barros
Três pessoas morreram no Ceará em decorrência de dengue em 2026, considerando as Semanas Epidemiológicas (SE) 1 e 19 (do dia 4 de janeiro a 16 de maio). Dentro desse intervalo, o Estado registrou 1.428 casos da doença, índice 16,8% maior ao observado no mesmo período de 2025 (1.222). 

Dados constam no mais recente informe operacional da Secretária de Saúde do Estado (Sesa), documento emitido na última semana e que traz o cenário das Arboviroses na unidade federativa.

Conforme levantamento feito pela pasta, no período avaliado foram confirmados quatro casos de dengue grave, com três deles evoluindo para óbito e um apresentando "evolução para cura".

Sesa não informou em que regiões as mortes aconteceram, mas pontuou que permanecem ainda em investigação cinco óbitos suspeitos relacionados a esse tipo mais severo da doença.

Em relação aos municípios cearenses, 160 (87%) registraram casos prováveis da patologia e cinco cidades aparecem em destaque quanto a "incidências de casos confirmados alta e muito alta", apresentando risco de epidemias. Cidades são: Jardim, Farias Brito, Granjeiro, Guaraciaba do Norte e Pereiro.

De acordo com a pasta de saúde, contudo, no geral o cenário no Ceará é "de baixa transmissão de dengue", considerando que entre janeiro e maio deste ano foram notificados ao todo 11.196 casos suspeitos da patologia e, desses, somente 12,8% (1.428) foram confirmados.

Sobre o aumento de casos observados, Carlos Garcia, orientador da Célula de Vigilância e Prevenção de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da Sesa, destaca que "não é possivel" definir uma causa.

"Vários fatores podem ter contribuído para esse aumento, desde variação no regime de chuvas ou temperatura até maior capacidade de detecção de casos", cita o representante estadual.

Já sobre as três mortes registradas, ele pontua que o "padrão de mortalidade é compatível com os anos anteriores", se igualando a 2025, e diz que em 2024 e 2023 foram 9 óbitos em cada período analisado.

O vírus causador da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que causa ainda outras arboviroses como Zika e Chikungunya. De acordo com Carlos Garcia, a prevenção depende "principalmente da vigilância contínua dentro das residências e no entorno delas", citando como ações preventivas:

Com informações do O Povo.

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