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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Ceará tem cidades na lista de 40 maiores temperaturas do Brasil neste mês

Foto JL Rosa
 

As estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) instaladas em cidades do Ceará registraram temperaturas próximas aos 40°C, na primeira semana de janeiro. No domingo (5), cinco municípios estavam entre os 60 mais quentes do País. Na segunda-feira (6), duas cidades estavam no top 10.

Os equipamentos meteorológicos marcam a temperatura máxima observada em cada dia. As cidades cearenses monitoradas são Morada Nova, no Vale do Jaguaribe; Quixeramobim, no Sertão Central; Crateús, também no sertão; Iguatu, no Centro Sul; e Jaguaruana, no Litoral Leste.

No primeiro dia do ano, Morada Nova ocupou o topo entre as temperaturas cearenses e figurou como a 4ª mais alta do Brasil, com 38,2°C, atrás de Porto Murtinho (MG), com 39,2°C; e Caicó (RN) e Castelo do Piauí (PI), com 38,3°C. Até o dia 3 deste mês, a cidade cearense seguiu com temperaturas acima de 38°C. Já nos últimos três dias, marcou em média 37,4ºC.

Na terça-feira (7), data mais recente de divulgação da lista, duas cidades cearenses figuram no top 20 de temperaturas mais altas do País: Quixeramobim, em 10º lugar, com 37,2°C; e Morada Nova, em 11°, com 37,1°C.

Na plataforma da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as máximas registradas são ainda mais altas: com 39,9°C, Barro, na Região do Cariri, registrou a maior temperatura máxima do Ceará na última semana.

Em seguida, aparecem Jaguaribe (39,2°C), Aiuaba (38,7°C), Baturité (38,5°C) e Alto Santo (38,2°C). As temperaturas são as máximas marcadas pelos termômetros, e não as médias.

Nos últimos 6 meses, a temperatura média em cidades cearenses subiu até 4°C, conforme levantamento do Diário do Nordeste com base em dados da Funceme. Barro deteve o recorde: saltou de 27,2°C em julho de 2024 para uma média de 31,9°C neste janeiro.

Vinícius Oliveira, meteorologista da Funceme, explica que a variação é “extremamente normal” para o período apelidado de “B-R-O-Bró”, já que os meses de novembro e dezembro têm as temperaturas máximas mais altas no Estado.

Outra questão apontada pelo pesquisador é a diferença de temperatura que pode ser registrada dentro de uma mesma cidade, devido a um fator urbano: o asfalto. “Em Fortaleza, a Praia do Futuro tem temperaturas máximas em torno de 30°C, e o Itaperi na casa de 32°C, 33°C”, indica.

Com informações do Diário do Nordeste.

Beber café pela manhã pode reduzir risco de morte por doenças cardiovasculares, revela estudo

Foto Diário do Nordeste 
Um estudo publicado na revista científica "European Heart Journal", nesta quarta-feira (8), revelou que o hábito de tomar café pela manhã pode reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares. 

Os participantes foram questionados sobre todos os alimentos que consumiam ao longo do dia, incluindo se bebiam café, quanto e quando.

Foram entrevistados 40.725 adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES), entre 1999 e 2018, e 1.463 adultos do Estudo de Validação de Estilo de Vida de Mulheres e Homens, que tinham dados completos sobre o registro alimentar de sete dias.

O estudo apontou que aqueles que bebiam grandes quantidades (mais de três xícaras) ou quantidades moderadas (duas a três xícaras) tiveram maiores reduções dos riscos do que as pessoas que bebiam pouco (uma xícara ou menos).

A pesquisa, realizada nos Estados Unidos, mostrou que aqueles que bebiam café pela manhã tiveram 16% menos probabilidade de morrer por qualquer causa e 31% menos chance de morrer por doenças cardiovasculares em comparação a pessoas que não bebiam café.

Os pesquisadores ressaltam no estudo que são necessários mais dados para validar as descobertas e ensaios clínicos para "testar o impacto potencial de mudar o horário do dia em que as pessoas tomar café".

Lu Qi, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos líderes da pesquisa, disse que esse é o primeiro estudo que testa padrões de tempo de consumo de café e os impactos na saúde.

"Descobrimos que o tempo de consumo de café estava associado ao risco de mortalidade por todas as causas e ao risco de mortalidade específica por doenças cardiovasculares, independentemente das quantidades de ingestão de café. 

Especificamente, nossos achados sugerem que o consumo de café pela manhã pode estar mais fortemente associado a menor mortalidade do que o consumo de café no final do dia. 

Nossos achados destacam a importância de considerar o tempo de consumo na associação entre as quantidades de ingestão de café e os resultados de saúde", diz a conclusão do estudo.

Com informações do Diário do Nordeste.

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