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| Foto JL Rosa |
As estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) instaladas em cidades do Ceará registraram temperaturas próximas aos 40°C, na primeira semana de janeiro. No domingo (5), cinco municípios estavam entre os 60 mais quentes do País. Na segunda-feira (6), duas cidades estavam no top 10.
Os equipamentos meteorológicos marcam a temperatura máxima observada em cada dia. As cidades cearenses monitoradas são Morada Nova, no Vale do Jaguaribe; Quixeramobim, no Sertão Central; Crateús, também no sertão; Iguatu, no Centro Sul; e Jaguaruana, no Litoral Leste.
No primeiro dia do ano, Morada Nova ocupou o topo entre as temperaturas cearenses e figurou como a 4ª mais alta do Brasil, com 38,2°C, atrás de Porto Murtinho (MG), com 39,2°C; e Caicó (RN) e Castelo do Piauí (PI), com 38,3°C. Até o dia 3 deste mês, a cidade cearense seguiu com temperaturas acima de 38°C. Já nos últimos três dias, marcou em média 37,4ºC.
Na terça-feira (7), data mais recente de divulgação da lista, duas cidades cearenses figuram no top 20 de temperaturas mais altas do País: Quixeramobim, em 10º lugar, com 37,2°C; e Morada Nova, em 11°, com 37,1°C.
Na plataforma da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as máximas registradas são ainda mais altas: com 39,9°C, Barro, na Região do Cariri, registrou a maior temperatura máxima do Ceará na última semana.
Em seguida, aparecem Jaguaribe (39,2°C), Aiuaba (38,7°C), Baturité (38,5°C) e Alto Santo (38,2°C). As temperaturas são as máximas marcadas pelos termômetros, e não as médias.
Nos últimos 6 meses, a temperatura média em cidades cearenses subiu até 4°C, conforme levantamento do Diário do Nordeste com base em dados da Funceme. Barro deteve o recorde: saltou de 27,2°C em julho de 2024 para uma média de 31,9°C neste janeiro.
Vinícius Oliveira, meteorologista da Funceme, explica que a variação é “extremamente normal” para o período apelidado de “B-R-O-Bró”, já que os meses de novembro e dezembro têm as temperaturas máximas mais altas no Estado.
Outra questão apontada pelo pesquisador é a diferença de temperatura que pode ser registrada dentro de uma mesma cidade, devido a um fator urbano: o asfalto. “Em Fortaleza, a Praia do Futuro tem temperaturas máximas em torno de 30°C, e o Itaperi na casa de 32°C, 33°C”, indica.
Com informações do Diário do Nordeste.
Beber café pela manhã pode reduzir risco de morte por doenças cardiovasculares, revela estudo
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| Foto Diário do Nordeste |
Um estudo publicado na revista científica "European Heart Journal", nesta quarta-feira (8), revelou que o hábito de tomar café pela manhã pode reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares.
Os participantes foram questionados sobre todos os alimentos que consumiam ao longo do dia, incluindo se bebiam café, quanto e quando.
Foram entrevistados 40.725 adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES), entre 1999 e 2018, e 1.463 adultos do Estudo de Validação de Estilo de Vida de Mulheres e Homens, que tinham dados completos sobre o registro alimentar de sete dias.
O estudo apontou que aqueles que bebiam grandes quantidades (mais de três xícaras) ou quantidades moderadas (duas a três xícaras) tiveram maiores reduções dos riscos do que as pessoas que bebiam pouco (uma xícara ou menos).
A pesquisa, realizada nos Estados Unidos, mostrou que aqueles que bebiam café pela manhã tiveram 16% menos probabilidade de morrer por qualquer causa e 31% menos chance de morrer por doenças cardiovasculares em comparação a pessoas que não bebiam café.
Os pesquisadores ressaltam no estudo que são necessários mais dados para validar as descobertas e ensaios clínicos para "testar o impacto potencial de mudar o horário do dia em que as pessoas tomar café".
Lu Qi, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos líderes da pesquisa, disse que esse é o primeiro estudo que testa padrões de tempo de consumo de café e os impactos na saúde.
"Descobrimos que o tempo de consumo de café estava associado ao risco de mortalidade por todas as causas e ao risco de mortalidade específica por doenças cardiovasculares, independentemente das quantidades de ingestão de café.
Especificamente, nossos achados sugerem que o consumo de café pela manhã pode estar mais fortemente associado a menor mortalidade do que o consumo de café no final do dia.
Nossos achados destacam a importância de considerar o tempo de consumo na associação entre as quantidades de ingestão de café e os resultados de saúde", diz a conclusão do estudo.
Com informações do Diário do Nordeste.


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