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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Azul Conecta suspende voos no interior do Ceará por falta de passageiros

 

Quatro dos cinco voos regionais da Azul Conecta (subsidiária sub-regional da Azul Linhas Aéreas) para o interior do Ceará serão suspensos a partir da primeira quinzena de março, após dois anos e meio de operações.

O cancelamento dos voos da Conecta envolve as cidades de Sobral, Iguatu, Crateús e São Benedito. Apenas Jericoacoara (Cruz) manterá frequências com a subsidiária. Segundo a Azul, fatores como o aumento “brutal de custos”, a subida forte do dólar e dificuldades com a cadeia de suprimentos aeronáuticos em todo o mundo foram decisivos para a decisão ora tomada.

Os voos da Azul Conecta foram lançados no segundo semestre de 2022 em parceria com o governo do Ceará para o desenvolvimento da aviação regional e interiorização da aviação.

As rotas difundiram a aviação comercial regular por todas as regiões do Estado, enquanto rendia menores alíquotas de ICMS sobre querosene de aviação para a Azul Linhas Aéreas no Ceará.

Ocorre, porém, que as ocupações dos voos, conforme sempre noticiadas, eram baixíssimas, médias menores que 30%.

Os problemas pareceram visíveis quando a Azul informou o fim das operações em Aracati, que tinha as piores ocupações entre todas as cidades atendidas com voos regionais.

Com uma base a menos, não adiantou a Azul incrementar frequências de duas para três semanais, posicionar todos os voos diretos entre Fortaleza e o Interior (São Benedito, Sobral, Iguatu, Crateús) e ajustar os dias das frequências para segundas, quartas e sextas, dias mais apropriados para quem trabalha: as ocupações continuaram marginais.

As localidades não “compraram” as operações, seja por desconhecimento, por acreditarem ERRONEAMENTE que o Cessna Caravan pode não ser seguro, ou pelos preços serem maiores que os ônibus, quando compradas passagens com pouca antecedência.

Cesar Grandolfo, gerente de Relações Governamentais da Azul, explica que a companhia aérea chegou a ouvir os atores envolvidos do Interior para buscar aumentar a atratividade dos voos e fez ajustes na malha até em Fortaleza para melhorar as conexões para viagens nacionais. Porém, agora com o incremento de custos, a operação se inviabiliza totalmente: “as ocupações mesmo assim eram baixas, o que para o Cessna Caravan (aeronave) de 9 assentos significava operar com um passageiro numa perna e voltar vazio na outra”.

Contudo, a Azul informa que as análises são cíclicas e que por hora "trata-se apenas de suspensão": "num próximo ciclo, poderíamos reavaliar a situação dos voos", disse Grandolfo.

"O estado deu os benefícios, a Azul buscou melhorar o serviço, mas não se tornou algo sustentável, sobretudo com o cenário econômico atual", explicou a Azul.

Por hora, porém, a companhia informa que não haverá descontinuidades da Conecta em voos de estados como Paraíba e Pernambuco, que também não possuem grandes taxas de ocupação, mas eram regularmente maiores que as ocupações no Ceará.

Vitor Silva, gerente-geral de Malha, Planejamento Estratégico e Alianças da Azul. Segundo ele, já se iniciaram conversas com o novo titular da Secretaria de Turismo do Ceará (Setur/CE), Eduardo Bismarck e pode-se esperar a manutenção de conversas buscando novas oportunidades de voos para o Estado no segundo semestre.

Com informações da Coluna do Jornalista Igor Pires, do Jornal Diário do Nordeste.

Circulação de febre oropouche continua no Ceará e no Brasil e preocupa órgãos de saúde

Foto Divulgação/Sesa
A cada início de ano, a transmissão de doenças sazonais e típicas de período chuvoso no Ceará, como a dengue, já é esperada. Em 2025, porém, outra arbovirose deve ser monitorada de perto pelas autoridades de saúde locais: a febre oropouche.

O primeiro caso da doença no Ceará foi confirmado em junho do ano passado e, até dezembro, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) confirmou 254 infecções e um óbito fetal, todos concentrados no Maciço de Baturité. Neste ano, a Pasta vai monitorar regiões serranas, como Cariri, Ibiapaba e Meruoca, para rastrear possíveis casos.

No Brasil, foram 11.695 casos em 2024, com disseminação crescente e constante em alguns estados, como o Espírito Santo – o que serviu de alerta para o Ministério da Saúde, motivando a publicação de nota técnica orientando sobre a vigilância dos casos no País.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, nesta última terça-feira (7), o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antonio Silva Lima Neto, reconheceu que “é uma doença que preocupa” e que deve ter “uma vigilância muito atenta” em algumas regiões do Estado.

“No final do ano, se percebeu que a transmissão tem se mantido em alguns locais, tem mostrado força, mais do que o que a gente imaginava. Ou seja, tem a sazonalidade, mas em alguns locais tem se expandido para outros períodos”, pontua.

Tanta explica que há uma “transmissão residual”: não há um surto vigente de oropouche, mas ainda existe circulação do vírus em populações suscetíveis. “Vamos então monitorar áreas novas de potencial transmissão, como o Cariri, a Meruoca e a Serra da Ibiapaba, que têm circunstâncias parecidas e a presença do maruim”.

Outro fator que exige monitoramento constante dos casos são as “complicações que podem estar associadas” à oropouche, sobretudo para grupos de risco, como as gestantes.

No Ceará, em julho passado, uma mulher de 40 anos, grávida de 31 semanas, perdeu o bebê após contrair o OROV. Em novembro, após conclusão da investigação laboratorial e discussão do caso entre Sesa e Ministério da Saúde, foi confirmada a relação entre a oropouche e o óbito fetal.

“Um dos grandes desafios, caso haja uma transmissão importante de oropouche no Ceará e no Brasil, é a capacidade de oferecer uma proteção maior para os grupos de risco para complicações, casos mais severos e que têm se apresentado com problemas neurológicos”, destaca Tanta.

O epidemiologista pontua, por outro lado, que “a transmissão, muito provavelmente, não ocorrerá em áreas que tiveram surto em 2024, porque a imunidade que é conferida é aparentemente duradoura”.

Com informações do Diário do Nordeste.

Receita Federal do Brasil diz que não cobrará imposto sobre transações por Pix

Foto Agência Brasil
A Receita Federal esclareceu, nessa última terça-feira (7), que não cobrará taxas sobre as transações financeiras realizadas em Pix. 

A informação falsa de que o órgão passaria a recolher imposto sobre as movimentações financeiras passou a circular nas redes sociais nesta semana, após começar o monitoramento de dados de cartões de crédito e Pix.

Os boatos surgiram com o início do vigor da Instrução Normativa 2.219/2024, em 1º de janeiro. A norma atualizou e ampliou o sistema de monitoramento da Receita via e-Financeira, que, até então, obrigava apenas bancos, financeiras e cooperativas de crédito a informarem dados das movimentações financeiras dos clientes, como saldos, resgates, investimentos e rendimentos. Com a nova regulamentação, operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento passam a ter a mesma responsabilidade, semestralmente.

Essas novas entidades ficam obrigadas a reportar ao Fisco transferências e transações acima de R$ 5 mil, no caso de pessoas físicas, e de R$ 15 mil para pessoas jurídicas. É importante ressaltar que esses valores representam a soma ao longo do mês, e não operações individuais.

Com informações do Diário do Nordeste.

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