O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), flexibilizou nesta terça-feira (8) medidas cautelares contra investigados na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre as decisões, estão a soltura do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e do ex-contador da Conafer Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, que passarão a usar tornozeleira eletrônica.
Virgílio estava preso preventivamente desde novembro de 2025 e, com a decisão, ficará submetido a restrições como a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados e testemunhas. Mendonça ressaltou que a substituição da prisão não representa uma avaliação sobre a responsabilidade do investigado. “Não significa absolver o investigado”, escreveu o ministro.
Samuel Chrisostomo, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do núcleo ligado à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), também deixará a prisão e será monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele deverá entregar o passaporte à Polícia Federal e ficará proibido de deixar o país, além de não poder manter contato com outros investigados e testemunhas, com exceção de familiares de primeiro grau.
Segundo informações citadas nas investigações, empresas ligadas a Samuel teriam recebido cerca de R$ 304,9 milhões da Conafer. A confederação é uma das entidades investigadas por descontos em benefícios previdenciários e, segundo levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU), recebeu cerca de R$ 484 milhões em descontos sobre aposentadorias entre 2019 e 2024.
Além das solturas, Mendonça retirou o monitoramento eletrônico de José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo de Jair Bolsonaro, Pedro Alves Corrêa Neto e Gilmar Stelo. As demais restrições permanecem, incluindo a proibição de deixar o Brasil, manter contato com investigados e testemunhas e acessar determinadas entidades e instalações. Para Mendonça, o avanço das investigações permite a adoção de medidas menos severas.
Homem deixa faca cravada na cabeça de outro em Barbalha e filho ameaça o pai em Mauriti

Antes, no Feriadão da Independência, equipe do RAIO em Mauriti prendeu Cícero Bruno Diniz de Oliveira, de 27 anos, em sua casa no Sítio Sem Terra no Distrito de Buritizinho. Ele voltou a ameaçar de morte o pai Cícero Francisco de Oliveira, de 65 anos, sendo contido e amarrado por populares para evitar o parricídio. Os PMs consultaram pelo nome e descobriram dois mandados em aberto por furtos oriundos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Além disso, tinha uma moto roubada em seu poder.

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