O projeto do Orçamento da União para 2027, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, prevê um superávit primário de R$ 83,4 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões acima da meta estabelecida para o próximo ano, de R$ 73,2 bilhões.
Considerando gastos que ficam fora do cálculo da meta fiscal, no entanto, a previsão de resultado positivo das contas do governo é de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado primário considera receitas e despesas do governo, sem incluir os juros da dívida pública.
O governo estima R$ 2,849 trilhões em receitas líquidas e R$ 2,83 trilhões em despesas totais para 2027. Entre os gastos excluídos do cálculo da meta estão R$ 64,8 bilhões, incluindo precatórios e determinadas despesas com saúde, educação e defesa.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a proposta representa um orçamento equilibrado para o próximo ano. “Uma das nossas mensagens centrais é que, no próximo ano, teremos um Orçamento equilibrado”, afirmou.
A previsão também considera os efeitos dos chamados gatilhos do arcabouço fiscal. Um deles deve gerar economia de cerca de R$ 9 bilhões ao limitar o crescimento real das despesas com servidores públicos. Outro mecanismo, que restringe o crescimento de determinadas despesas vinculadas, deve representar economia adicional de R$ 8,9 bilhões.
O projeto ainda será analisado pelo Congresso Nacional e poderá sofrer alterações durante a tramitação. A proposta estabelece as estimativas de receitas e despesas da União e define as bases para a execução das políticas públicas e investimentos federais em 2027.
Economia brasileira cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). O resultado representa uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB avançou 1,1%.
Apesar da perda de ritmo, o desempenho ficou acima das expectativas do mercado. Uma pesquisa da Reuters projetava crescimento de 0,4% entre abril e junho.
O principal destaque do trimestre foi a Agropecuária, que avançou 2,8%. O setor de Serviços registrou alta de 0,2%, enquanto a Indústria cresceu 0,1% no período.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou crescimento de 2%. Nesse intervalo, a Agropecuária teve alta de 6,8%, seguida pela Indústria e pelos Serviços, ambos com avanço de 1,5%.
O PIB brasileiro totalizou R$ 3,4 trilhões entre abril e junho. Desse montante, R$ 2,9 trilhões correspondem ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.
Considerando os quatro trimestres encerrados em junho, a economia brasileira acumulou crescimento de 1,9% em relação ao período imediatamente anterior. O PIB representa a soma dos bens e serviços finais produzidos no país e é utilizado como um dos principais indicadores para medir o desempenho da atividade econômica.

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