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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

inco mortes em acidentes no Cariri, dois homicídios e caso de intervenção no Feriadão da Independência

 

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As mortes aconteceram em Várzea Alegre, Assaré, Mauriti, Juazeiro, Brejo Santo, Crato e Barbalha.
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João Vítor morreu num acidente em Várzea Alegre, enquanto Antony foi mortoa tiros no Juazeiro e "Carlinhos Negueba" em Brejo Santo.

Subiu de três para oito o número de mortes violentas na comparação entre os dois últimos finais de semana na região do Cariri, sendo que este foi o Feriadão da Independência. Foram três em acidentes de trânsito, dois homicídios e um caso de intervenção policial com corpos de Várzea Alegre, Assaré, Mauriti, Juazeiro, Brejo Santo, Crato e Barbalha. Segundo levantamento do Portal M1, seis mortes aconteceram no sábado, uma no domingo e outra na segunda-feira.

Por volta do meio dia de sábado o entregador João Vitor Bento Máximo, de 22 anos, que residia no Distrito de Riacho Verde na zona rural de Várzea Alegre, morreu após acidente. Ele pilotava sua motocicleta quando perdeu o controle do veículo ao tentar desviar uma criança que atravessa a Avenida Portugal no centro da cidade, caiu no solo e faleceu perto da Base do RAIO.

Cerca de três horas depois houve outro acidente de trânsito com vítima fatal na CE-388 na altura da Vila Andreza (Distrito de Amaro) em Assaré. A autônoma Sabrina Mandú da Silva, de 19 anos, sobrou numa curva da rodovia estadual, perdeu o controle da motocicleta e morrendo no local. Ela residia no Sítio Andreza em Assaré para onde seguia naquele momento.

Já às 19 horas no Distrito de Umburanas em Mauriti, morreu o agricultor Jesus Manoel da Silva, de 59 anos, que morava no Sítio Boa Vista naquele município. Este conduzia sua moto pela CE-384 na saída para o Distrito de Umburanas quando bateu numa máquina pá carregadeira que se encontrava estacionada e faleceu no local.

No mesmo horário o jovem Antony Marlon da Silva Novaes, de 22 anos, foi morto a tiros em sua casa na Rua Engenheiro João Francisco Landim Tavares perto do Vale do Amanhecer (Pedrinhas) em Juazeiro. Ele respondia vários procedimentos criminais por tráfico de drogas e já chegou a usar tornozeleira eletrônica durante algum tempo.

Por volta das 20 horas Francisco Carlos Custódio Sousa, de 30 anos, o “Carlinhos Negueba”, foi morto a tiros na BR-116 em frente a Capela de São João Batista no Sítio Lagoa do Mato em Brejo Santo. Ele morava na Rua Elias de Sá Novais (Bairro Baixada) em Porteiras e não respondia crimes se constituindo no sétimo homicídio deste ano em Brejo Santo ou quase o dobro em relação aos quatro do ano passado.

Uma hora depois, ainda no sábado, houve caso de intervenção policial na Rua Padre Limeira (Bairro Barro Branco) em Crato. PMs tentaram abordar Cícero Antonio Benigno de Oliveira Filho, de 21 anos, que teria se oposto à ação dos PMs, saiu baleado e morreu no Hospital São Camilo. Ele residia naquele bairro e respondia por crime de trânsito. Dia 31 de julho atropelou quatro pessoas com sua moto na Avenida Padre Cícero (Muriti) em Crato e uma delas, de 64 anos, morreu dia 8 de agosto no HRC.

Às 23 horas de domingo o comerciante Gilberto Pereira dos Santos, de 53 anos, morreu no Hospital Santo Antonio de Barro. Ele residia na Rua Manoel Inácio Bezerra (Bairro São Francisco) em Brejo Santo e se envolveu num acidente três horas antes ao trafegar em seu carro pela BR-116. Gilberto foi socorrido pelo SAMU ao hospital barrense com quadro de politraumatismo e não resistiu.

Finalmente as 11h30min de segunda-feira o agricultor José Ferreira, de 75 anos, morreu no Hospital Santo Antonio de Barbalha. Ele residia na Rua P17 (Bairro Malvinas) naquele município e seguia para casa quando foi atropelado por veículo. O acidente aconteceu no início da madrugada do último dia 30 de agosto na Rua Luiz Gonzaga perto de sua residência e a vítima faleceu oito dias depois.

URGENTE: André Mendonça afasta Andrei Rodrigues do cargo de chefe de Polícia Federal


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão ocorre em meio à escalada da crise entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, envolvendo investigações relacionadas ao Banco Master.

Além de Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. O ministro também suspendeu a produção e a utilização de determinados relatórios de inteligência relacionados a atos praticados por integrantes do STF, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da própria PF.

A decisão ocorre poucos dias depois de vir à tona um relatório interno da Polícia Federal utilizado por Moraes para sustentar um pedido de investigação contra Mendonça, "monitorado há mais de 30 dias". O documento levantou suspeitas sobre a atuação do ministro na condução de inquéritos sob sua relatoria, mas a própria PF classificou o material como sem valor probatório e com informações de diferentes níveis de confiabilidade.


Relatório citou afastamento

O relatório da PF já havia apontado que Mendonça teria manifestado, em reuniões com investigadores, a intenção de afastar Andrei Rodrigues. Segundo o documento, o ministro questionava a proximidade do diretor-geral da PF com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmava, por isso, que não confiava no comando da corporação.

Ainda segundo o relatório, Mendonça teria dito que possuía um procedimento no qual avaliava determinar o afastamento de Rodrigues. O documento, porém, registrava que o ministro não havia apresentado, até então, fato concreto que indicasse alguma atuação irregular do diretor-geral.

A determinação anunciada nesta terça-feira, portanto, concretiza uma possibilidade que já havia sido mencionada no relatório usado por Moraes.


Crise envolvendo Moraes

O afastamento acontece em um momento de forte tensão entre Mendonça e Moraes, que envolve também mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além das investigações sobre o Banco Master. A crise é considerada uma das mais graves já registradas publicamente entre integrantes do STF.


A decisão de Mendonça ainda deverá ser analisada pelos demais ministros do Supremo.

Andrei Rodrigues está à frente da Polícia Federal desde 2023 e possui mais de duas décadas de atuação na corporação. Durante sua gestão, a PF conduziu operações de grande repercussão, entre elas investigações relacionadas ao Banco Master, às fraudes no INSS e a desvios envolvendo emendas parlamentares.

FOLHA DO ESTADO

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