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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Ceará registra 586 doações de córneas no primeiro semestre de 2026

 


Foto Reprodução/ O Povo
O Banco de Olhos do Ceará contabilizou 586 doações de córneas entre janeiro e junho de 2026. Com o resultado, o Estado alcançou a marca de 11.032 doações registradas desde 2016, reforçando a importância da doação para ampliar o acesso aos transplantes.

Durante os seis primeiros meses deste ano, entre 88% e 100% das córneas captadas foram destinadas a transplantes realizados no próprio Ceará. A quantidade encaminhada para outros estados variou de 0% a 12%, de acordo com a demanda do Sistema Nacional de Transplantes. 

O Banco de Olhos também aponta que o Estado passou a receber pacientes de outras regiões interessados em realizar o procedimento com médicos que atuam no Ceará.

A série histórica mostra que 2025 foi o ano com maior número de doações desde o início do levantamento, com 1.357 registros. Como os 586 casos contabilizados em 2026 correspondem apenas ao primeiro semestre, o número ainda não pode ser comparado diretamente com o resultado anual do ano passado.

Com informações da Mais FM.

Poibição de inteligência artificial para corrigir redações e provas deve impactar escolas no Ceará

Doto PawelKacperek/Shutterstock.
Plataformas de Inteligência Artificial (IA) não poderão mais ser utilizadas para corrigir, avaliar ou sugerir notas de redações e provas dissertativas. É a nova resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação (Mec), publicada na última terça-feira (1º), com validade para todas as etapas de ensino 

Instituições e redes terão 12 meses após a publicação para adequar as próprias políticas e contratos. Vedações previstas no parecer, contudo, têm aplicação imediata. No Ceará, há diferentes perspectivas sobre a resolução nas instituições públicas, sejam municipais ou estaduais, e privadas.

O Sindicato de Educação da Livre Iniciativa do Estado do Ceará (Sinepe-CE), cuja abrangência envolve colégios particulares, preferiu não se manifestar por ora pelo fato de a norma do CNE “não ter sido oficialmente publicada no Diário Oficial da União”, até a conclusão da apuração desta reportagem.

A rede estadual, por sua vez, analisará as novas diretrizes e orientará as escolas quanto aos procedimentos necessários para a implementação.

“Possivelmente, envolverá a adequação das práticas avaliativas e a formação de professores e gestores”, explica Ronaldo Maia, diretor do Centro de Formação e Desenvolvimento para Profissionais da Educação da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), FormaCE.

Segundo ele, é importante compreender que a medida não significa proibir a IA no cotidiano escolar, mas estabelecer limites para o uso. Entre as ações necessárias, conforme elenca, estão revisão dos procedimentos de avaliação, formação continuada e orientação de estudantes sobre o uso “ético, crítico e responsável” da tecnologia.

“O Ceará já desenvolve ações de formação nessa área por meio da Seduc e do FormaCE, preparando os profissionais para compreender as possibilidades e os desafios da IA na educação”, diz. De igual modo, destaca que a IA já está presente em diferentes experiências pedagógicas da rede – embora a utilização não ocorra de forma uniforme entre todas as escolas, professores e estudantes.

Com informações do Diário do Nordeste.

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