Web Radio Cultura Crato

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Café amazônico com produção 4 vezes superior ao Arábica entra em teste no Ceará

 


Foto Arquivo pessoal/ Leto Saraiva.
O Ceará começa a trilhar novos caminhos na cafeicultura com o início de estudos e implantações experimentais do café Robusta (Coffea canephora). Atualmente, a presença dessa cultura no Estado ainda é considerada inexpressiva, com pequenas áreas implantadas nos municípios de Mulungu e Ubajara.

No entanto, entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) e a Embrapa Agroindústria Tropical já articulam a expansão dessa variedade, visando transformar o café em uma das culturas mais exploradas no estado.

Diferente do café Arábica, que exige altitudes elevadas e temperaturas amenas, o Robusta é nativo de regiões baixas e quentes, o que amplia significativamente o mapa de cultivo cearense.

De acordo com Odílio Coimbra, assessor da presidência da Faec, a vocação para o plantio se estende por quase todo o território do Estado.

"Todas as regiões do Ceará estão aptas ao cultivo, sendo as áreas com vocação aquelas que apresentem temperatura média máxima de 38°C, velocidade de vento moderada e disponibilidade hídrica para irrigação".

Com informações do Diário do Nordeste.

Mais de 95% dos cortes de energia ocorrem no Nordeste; mais impactados são Ceará e Rio Grande do Norte

Foto Fernando Barros 
Mais de 95% das interrupções programadas de energia elétrica, prática conhecida internacionalmente como curtailment, ocorrem no Nordeste. Na Região, os mais impactados são o Ceará e o Rio Grande do Norte.

A informação foi divulgada ao O Povo pelo diretor técnico regulatório da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), Francisco Silva.

De acordo com ele, esse efeito ocasionado nos estados ocorre devido à alta geração de energia por fontes renováveis, sobretudo eólicas e solares, que acabam, para Francisco, sendo as mais afetadas pelos cortes.

“Talvez a gente esteja passando, como associação e como investidores em energias renováveis, pelo pior momento da nossa história. E, em grande parte, esse cenário é agravado pelos cortes de geração”, afirma.

Essa visão também é compartilhada pelo presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, que destaca que esse cenário “configura a maior crise enfrentada pelas fontes renováveis no País”.

O diretor da Abeeólica cita, por exemplo, que, no Nordeste, entre os meses de junho e novembro, tem gerador ficando desligado 80% do tempo dentro de um determinado mês, por pedido do “próprio Operador Nacional do Sistema (ONS)”.

“Isso não ocorre só por causa dos ventos. É uma combinação entre alta geração e problemas sistêmicos. O operador pede que as usinas reduzam a produção mesmo quando há recurso disponível para gerar energia”, explica.

Com informações do O Povo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário