
Um homicídio à bala foi registrado por volta das 20h30min desta quarta-feira em Juazeiro se constituindo o 34º do ano no município. O industriário André Paulo da Silva Santos, de 33 anos, o “Sapão” ou “Guerreiro” foi morto com nove tiros perto de sua casa na Rua Antonio Gomes da Silva (Frei Damião). Ele trabalhava como auxiliar de produção e usava tornozeleira eletrônica após ser preso por tráfico de drogas em sua casa no dia 17 de fevereiro de 2025 com 590 gramas de maconha e cinco de cocaína.
Antes, por volta das 16 horas, Antoniel Silva Domingos, de 21 anos, residente na Avenida Aracaju (Romeirão), foi lesionado com três tiros e socorrido ao Hospital Regional do Cariri (HRC). O crime aconteceu na Rua da Paz perto do cruzamento com a Avenida Fortaleza no bairro Santa Tereza. Ele pilotava sua moto quando foi perseguido por algozes que trafegavam num veículo Polo de cor cinza. Como estava armado, também atirou deixando o para-brisa do carro estilhaçado o qual foi abandonado quarteirões depois com o pneu estourado.
Antoniel responde por assaltos, posse de arma e um latrocínio. Uma de suas primeiras prisões foi no dia 12 de dezembro de 2022 após assaltos – incluindo uma moto – na Avenida Ailton Gomes (Pirajá) numa moto Honda Biz juntamente com Everton Felipe Gomes Bezerra da Silva, então com 20 anos. Já no dia 5 de outubro de 2024 ele e Clebiosmar Domingos Tragino, de 19, o “Bomar”, balearam o vendedor de frutas José da Silva Ferraz, de 37 anos, o “Zé Ferraz”, que morreu cinco dias depois no HRC. O objetivo foi roubar uma mochila com dinheiro.
Mais recentemente, no último dia 8 de fevereiro cinco pessoas foram presas e cinco armas de fogo apreendidas após um tiroteio no bairro João Cabral. Eles estavam num veículo Corolla de cor prata encontrado abandonado na Rua Pinto Madeira (Santa Tereza). Momentos depois, Antoniel e mais quatro foram presos com pistolas, revólveres e munições. Já no dia 16 de março, na Rua Joaquim da Rocha (Pirajá), ele foi baleado com um tiro no pescoço e escapou no HRC.
STF veta “Polícia Municipal” menos de um ano após Juazeiro do Norte adotar nova nomenclatura

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última segunda-feira (13), vetar a mudança de nomenclatura das guardas municipais para “Polícia Municipal” ou termos semelhantes. A medida vale para todas as cidades brasileiras, incluindo Juazeiro do Norte, que havia adotado a nova denominação em agosto do ano passado.
A ação em análise no Supremo tem origem em uma proposta semelhante na cidade de São Paulo. A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Flávio Dino, que já havia se posicionado contra a alteração. O placar foi de nove votos contrários e dois favoráveis dos ministros Cristiano Zanin e André Mendonça.
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Em seu voto, Dino destacou que a Constituição Federal adota, de forma expressa e sistemática, a designação “guardas municipais”, atribuindo a essas corporações a função de proteger bens, serviços e instalações dos municípios. Segundo o ministro, essa escolha reflete a organização do sistema de segurança pública no país.
A decisão ocorre menos de um ano após Juazeiro do Norte oficializar a mudança. No município, a alteração foi defendida sob o argumento de que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) já exercia funções típicas de policiamento ostensivo, incluindo o porte de arma de fogo.
O Miséria/M1 procurou o secretário de Segurança Pública e cidadania de Juazeiro do Norte (Sesp), Cláudio Luz, para saber como o município deve se adequar à decisão do STF e quais medidas serão adotadas diante da proibição. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
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