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| Foto: Azifaakter/Shutterstock. |
Nos últimos anos, os casos de abandono e maus-tratos contra animais aumentaram no Ceará. Em 2025, foram registradas 1.131 ocorrências no Estado, maior número desde que os casos começaram a ser contabilizados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), em 2019, quando foram 252 registros.
Em 2026, até março, foram 307 casos — 136 só em Fortaleza. Para a SSPDS, o aumento nas estatísticas pode refletir "o fortalecimento dos canais de comunicação" para denunciar casos, além "do crescente interesse e compromisso da população cearense com o bem-estar animal". As denúncias possibilitam que agressores de animais sejam identificados e punidos, conforme a legislação vigente.
De acordo com o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), a pena para quem comete esse tipo de crime pode variar de dois a cinco anos, para cães e gatos, e três meses a um ano de detenção, para outros animais.
A pena mais severa para cães e gatos entrou em vigor em setembro de 2020, após a promulgação da Lei n.º 14064/20, conhecida como "Lei Sansão", e ainda inclui pagamento de multa e proibição de guarda.
Como e onde denunciar
As denúncias de abandono e maus-tratos contra animais podem ser feitas presencialmente, na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (Rua Professor Guilhon, 606, bloco D - Aeroporto), em Fortaleza, ou em qualquer delegacia da Polícia Civil em cidades onde não há delegacias especializadas.
Também é possível denunciar por telefone, pelo Disque-Denúncia da SSPDS, por meio do número 181, ou para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), pelo WhatsApp (85) 3101-2509. Caso o denunciante opte pelo WhatsApp, é possível enviar mensagens de texto, áudios, vídeos e fotografias relacionadas à denúncia.
É possível, ainda, fazer a denúncia no site do Disque-Denúncia:
Todas as denúncias têm sigilo absoluto e anonimato garantido ao denunciante.
Com informações do Diário do Nordeste.
Cearense encontrada morta no Rio de Janeiro é sepultada na data em que faria aniversário
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| Foto Instagram/ Reprodução |
A cearense Monalisa de Amorim, de 30 anos, encontrada morta na última quarta-feira (15), dentro de uma casa no bairro Cosme Velho, no Rio de Janeiro, é sepultada na tarde desta terça-feira (21). A cerimônia ocorre em Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza. Monalisa faria 31 anos no dia em que é enterrada.
O ex-companheiro dela, Bruno Lira de Lima, é suspeito de envolvimento na morte. Monalisa estava desaparecida desde o sábado (11), quando parou de se comunicar com os parentes que vivem em Fortaleza, no Ceará.
Ela foi achada sem vida dentro de uma casa, na comunidade do Cerro Corá, na zona sul do Rio. O suspeito já é investigado pelo feminicídio de outra ex, também chamada Monalisa, na capital cearense.
Monalisa Amorim deixa dois filhos. Uma prima da cearense disse que, nos últimos dias, ela vinha organizando uma celebração para seu aniversário no Rio de Janeiro.
O ex-namorado de Monalisa, Bruno Lira, foi detido no domingo (12) após se apresentar a uma delegacia afirmando que estava recebendo ameaças. Ao chegar ao local, a Polícia Civil verificou que havia três mandados de prisão em aberto contra o suspeito, e ele acabou preso.
A prisão de Bruno, porém, não tem relação direta com a morte de Monalisa de Amorim, que só foi descoberta três dias após ele ser preso. Ele está detido devido ao cumprimento de um mandado de prisão preventiva pelo feminicídio de outra ex, ocorrido em 2023, no Ceará. A vítima também se chamava Monalisa.
Brigas e expulsão
Monalisa de Amorim era natural de Fortaleza e morava na comunidade da Rocinha. Ao decidir se separar de Bruno, a jovem passou a ser perseguida pelo homem.
Segundo familiares, o relacionamento de Monalisa e Bruno era conturbado e marcado por agressões contra a mulher. Inclusive, uma dessas agressões teria motivado a expulsão do homem da Rocinha.
Após perder contato com ela no sábado, a família buscou a ajuda de amigos, e o corpo da jovem foi localizado na casa de Bruno, que estava morando na comunidade de Cerro Corá. A suspeita é de que a vítima tenha sido estrangulada.
Com informações do G1 Ceará.

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