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sábado, 11 de janeiro de 2025

MP Eleitoral pede cassação de prefeitos e vices no Ceará por irregularidades nas eleições de 2024

 

As acusações incluem abuso de poder econômico, compra de votos e outras irregularidades que podem comprometer a validade dos resultados eleitorais.
Rute Oliveira    site miséria
Foto: Reprodução

O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com pedidos de cassação contra dez prefeitos e vices eleitos no Ceará, acusados de envolvimento em práticas ilegais durante o pleito de outubro de 2024. As acusações incluem abuso de poder econômico, compra de votos e outras irregularidades que podem comprometer a validade dos resultados eleitorais.

Além de Moraújo e Coreaú, que já haviam sido alvo de investigações, novos pedidos de cassação envolveram prefeitos e vices de outros municípios, como Aracati, Canindé, Choró, Ipu, Limoeiro do Norte, Quixeré, Barroquinha e Santa Quitéria. A denúncia contra a prefeita eleita de Aracati, Roberta de Bismarck, e sua vice, Ana Mello de Bismarck, destaca acusações de abuso de poder e captação ilícita de votos. O deputado estadual Guilherme Bismarck e o atual prefeito, Bismarck Maia, também estão envolvidos no caso.

Em Choró, o prefeito eleito Bebeto Queiroz, que está foragido, enfrenta investigações por irregularidades em contratos públicos e possível compra de votos. Já em Canindé, o prefeito eleito Professor Jardel e seu vice, Ilomar Vasconcelos, são acusados de receber apoio financeiro ilícito de uma organização criminosa para a realização de carreatas e compra de votos.

Investigações do MPE revelaram que, em Limoeiro do Norte e Quixeré, os prefeitos e vices eleitos utilizaram recursos públicos para coagir eleitores, oferecendo dinheiro e empregos em troca de apoio político. Os valores variavam entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, parcelados, e envolviam também o pai do prefeito e diversos cabos eleitorais.

A prefeita eleita de Ipu, Milena Damasceno, e sua vice, Arlete, enfrentam a acusação de abuso de poder político e econômico, enquanto o prefeito reeleito de Barroquinha, Jaime Veras, e sua vice, Carmem Lúcia, são investigados por distribuir eletrodomésticos, como geladeiras e airfryers, para eleitores como parte de um esquema de compra de votos.

Por fim, o prefeito reeleito de Santa Quitéria, Braguinha, é alvo de uma investigação que apura a possível interferência de uma organização criminosa em sua reeleição.

Preço da carne sobe 20,8% em 2024 e tem maior alta em 5 anos


Após uma queda de 9% em 2023, o preço da carne registrou um aumento significativo de 20,84% em 2024, a maior alta desde 2019, quando a proteína subiu 32,4%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira (10).

Com esse aumento, as carnes passaram a ser o item com o maior peso (0,52 ponto percentual) na inflação de alimentos deste ano, que avançou 7,69%. O gerente da pesquisa de inflação do IBGE, André Almeida, destacou que cortes populares entre os brasileiros, como o acém (25,2%), patinho (24%) e contrafilé (20%), foram os mais impactados.

É importante notar que o preço da carne começou a subir apenas a partir de setembro, com quedas mensais entre janeiro e agosto.

De acordo com economistas, quatro fatores explicam a disparada nos preços: o ciclo pecuário, que aponta para uma diminuição na oferta de bois após dois anos de abates elevados; o clima, com seca e queimadas prejudicando a formação de pastos, principal alimento do boi; as exportações, uma vez que o Brasil, o maior exportador de carne bovina do mundo, tem batido recordes de vendas; e a renda, com a queda do desemprego e a valorização do salário mínimo, que estimularam o consumo de carne.

Analistas indicam que esses fatores sugerem que o preço da carne não deverá cair em 2025 e que a alta pode continuar até 2026.

(Gazeta Brasil)

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