O Ceará registrou chuva em todos os 184 municípios entre terça e quarta-feira
Chuva em Pacujá alagou comunidades e destruiu estradas
O Ceará registrou chuva em todos os 184 municípios entre terça-feira (14) e quarta-feira (15), conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O grande volume de chuva causou estragos em diversas cidades, que registraram alagamentos, pontes destruídas, deslizamentos e água invadindo casas.
Dos dez municípios com as maiores precipitações, nove estão na região norte do Ceará. Entre eles, está Pacujá, na Serra da Ibiapaba, que registrou a maior chuva desde o início da série histórica da Funceme. Foram 230 milímetros, superando a precipitação o recorde anterior, do dia 18 de dezembro de 1985, de 147,4 mm.
Em Pacujá, a chuva histórica destruiu estradas vicinais, arrastou árvores, invadiu casas e deixou comunidades isoladas. Conforme a Funceme, os municípios que registraram as maiores precipitações foram
Pacujá: 230 mm
Acaraú: 192 mm
Itarema: 189 mm
Forquilha: 184 mm
Graça: 182 mm
Mucambo: 180 mm
Tauá: 180 mm
Groaíras: 166.2 mm
Moradores filmaram estradas destruídas ou submersas pela chuva em Hidrolândia
No município de Hidrolândia, na região do Sertão de Crateús, moradores também registraram estradas destruídas e comunidades isoladas. A situação foi semelhante em Forquilha, onde testemunhas fizeram imagens de áreas completamente cobertas pela água da chuva.
Áreas alagadas no município de Forquilha, que registrou uma das maiores chuvas do Ceará
O volume de água também teve impacto nas rodovias que cruzam o Ceará.
Entre as 16 horas de terça e a manhã de quarta, a Polícia Rodoviária Federal registrou 7 acidentes na BR-222, que estava com a pista molhada. Entre eles, tombamentos, colisões e capotamentos envolvendo carros de passeio, caminhões ou ônibus.
Apreensão de drogas no Ceará cresceu 142% em um ano - 2024 teve mais 10 de toneladas apreendidas
Os dados correspondem a ocorrências com apreensões de cocaína, crack e derivados da cannabis - que inclui maconha e haxixe.
Apreensão de drogas no Ceará cresceu 142% em um ano
O Ceará teve mais de 10 toneladas de drogas apreendidas em 2024. O total representa um aumento de 142,9% se comparado à quantidade apreendida em 2023. Os dados foram informados pela Secretaria da Segurança Pública do estado nesta quarta-feira (15). Os dados correspondem as ocorrências com apreensões de cocaína, crack e derivados da cannabis - o que inclui maconha e haxixe.
Ceará teve mais 10 de toneladas apreendidas em 2024
A região que mais apresentou aumento na apreensão de entorpecentes em 2024 foi a Metropolitana de Fortaleza (RMF). O último ano encerrou com 5,74 toneladas de drogas apreendidas, contra 957,29 quilos no ano de 2023 - o que representa um aumento de 499,7%.
Em uma única ocorrência, em outubro do ano passado, uma equipe do Comando Tático Motorizado (Cotam) da Polícia Militar apreendeu mais de duas toneladas de maconha em um galpão na cidade de Caucaia. Na ocasião, três suspeitos foram presos em flagrante.
Na capital, o ano de 2024 encerrou com 2,66 toneladas de entorpecentes apreendidas, o que representa um aumento de 92% no comparativo com o ano anterior, quando foi apreendida 1,38 tonelada de drogas.
Já no interior do Ceará, especificamente na Região Sul, o aumento das apreensões de entorpecentes foi de 29,3%. O ano passado finalizou com um total de 1.666 quilos de entorpecentes apreendidos no interior sul, contra 1.289 quilos apreendidos em 2023.
Garota de 28 anos morta a tiros quando dormia em Lavras da Mangabeira após a casa ser arrombada
Mais uma jovem foi assassinada na região do Cariri
Ana Alice foi executada a tiros na sua casa
Mais uma jovem foi assassinada na região do Cariri. Na madrugada desta quarta-feira (15), Ana Alice Monte Silva, de 28 anos, dormia na sua casa, no Bairro Cruzeiro, em Lavras da Mangabeira quando o imóvel foi arrombado. A mãe dela disse aos policiais militares presentes no local ter ouvido o barulho de alguém quebrando algo e, logo depois, disparos de arma de fogo.
Quando chegou ao quarto encontrou apenas a filha morta em cima da cama e a janela arrombada sem informações que possam levar a autoria. Segundo a polícia, Ana Alice integrava organização criminosa e respondia procedimentos por lesão corporal, assalto, corrupção de menor e tráfico de drogas. Ela foi a segunda mulher assassinada este ano na região Cariri.

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