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| Foto Reprodução |
Um agricultor de 68 anos, identificado como Antônio Luiz da Silva, morreu eletrocutado na manhã desta quinta-feira (16), após passar com a moto por cima de um fio elétrico rompido, no município de Trairi, a cerca de 140 quilômetros de Fortaleza.
O acidente aconteceu na localidade de Purão, zona rural de Trairi. Conforme moradores relataram ao g1, o fio elétrico se rompeu na terça-feira (14), após as chuvas que atingiram a região, e desde então ele ficou no chão, pendurado no poste.
Antônio Luiz era morador da localidade de Bacumixá e trabalhava vendendo frutas e legumes em sua moto. Ele havia ido até o Purão para vender mangas quando, ao se aproximar, passou com a moto por cima do fio e foi atingido por uma descarga elétrica.
Ao g1, testemunhas relataram que ao perceber a aproximação de Antônio, chegaram a tentar alertar o motociclista, mas ele não teria ouvido os avisos e passou por cima do fio.
A comunidade afirma que, antes do acidente, já havia acionado a concessionária de energia Enel Ceará para resolver o problema do fio, e que desde o rompimento do cabo o fornecimento de energia estava prejudicado, impossibilitando inclusive o uso de eletrodomésticos.
A reportagem questionou a Enel sobre a demora e o prazo para o conserto da fiação. Em nota, a companhia informou que lamenta a ocorrência e que uma equipe foi ao local para isolar o risco elétrico.
"A companhia informa ainda que está apurando as causas do ocorrido e já acionou uma equipe especializada para oferecer apoio aos familiares da vítima", completou. Ao g1, porém, a família disse que não foi contatada por nenhuma equipe da Enel.
O corpo de Antônio deve ser enterrado na sexta-feira (17) na localidade de Barrento, no município de Itapipoca, vizinho a Trairi.
Com informações do G1 Ceará.
Saneamento e renda são maiores problemas para 1,7 milhão de crianças e adolescentes pobres no Ceará
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| Foto Camila Lima |
O Ceará reduziu a proporção de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos vivendo na pobreza, nas múltiplas dimensões do termo. Em 2019, eram 79,7% do total; em 2023, o número caiu para 73,2%.
Apesar da redução, quase 1,7 milhão de crianças são privadas de qualquer um de seus direitos fundamentais – mas, sobretudo, de saneamento e renda. Foto: Natinho Rodrigues
As informações constam no relatório "As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil", divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na manhã desta quinta-feira (16).
Segundo a entidade, a redução da pobreza multidimensional foi influenciada principalmente pelo aumento da renda – beneficiado pela ampliação do programa Bolsa Família, do Governo Federal –, e pela melhoria no acesso à informação.
O estudo, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, avaliou sete dimensões fundamentais: renda, educação, acesso à informação, água, saneamento, moradia e proteção contra o trabalho infantil, além de uma análise sobre segurança alimentar.
Em 2023, cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes (48,2%) cearenses viviam em privação intermediária de direitos, quando o acesso a eles é limitado ou de má qualidade. Outras 575 mil (25%) estavam em privação extrema, na qual não há nenhum tipo de acesso.
Os principais problemas que afetam essa população, conforme o levantamento, são:
54% de saneamento, sendo 5,9% no nível extremo
32,3% de renda, sendo 13,8% no nível extremo
10% de moradia, sendo 3,7% no nível extremo
9% de água, sendo 5,4% no nível extremo
6,8% de educação, sendo 1,7% no nível extremo
Apesar dos avanços, o Relatório destaca Educação e Trabalho Infantil como áreas críticas nas quais houve deterioração. “Na dimensão educacional, houve um aumento preocupante no analfabetismo, especialmente marcante entre as crianças que sofreram interrupções em sua educação durante a pandemia de Covid-19”, avalia.
Crianças de famílias de baixa renda, pretas/pardas e moradoras de áreas rurais também foram “foram desproporcionalmente afetadas”, indicando que os impactos negativos da pandemia na Educação recaíram mais severamente sobre grupos já vulneráveis.
Com informações do Diário do Nordeste.


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