Web Radio Cultura Crato

sábado, 2 de maio de 2026

Novas regras do Pix entram em vigor no Brasil e prometem reduzir fraudes com bloqueio e rastreamento do dinheiro

 

Foto Shutterstock 

As novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central (BC), já estão em vigor desde o dia 2 de fevereiro de 2026 e trazem mudanças importantes para combater golpes, fraudes e casos de coerção, com foco no rastreamento do dinheiro e no bloqueio preventivo de valores.

A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que agora permite rastrear transferências em até cinco níveis de contas. Antes, o bloqueio se limitava à primeira conta que recebia o valor. Com a nova versão, o sistema acompanha o caminho do dinheiro mesmo após múltiplas transferências, aumentando as chances de recuperação.

Segundo o Banco Central, a expectativa é reduzir significativamente o sucesso das fraudes. Especialistas apontam que as mudanças podem diminuir em até 40% os golpes bem-sucedidos.

Outra medida importante é o bloqueio cautelar, que permite aos bancos reter valores por até 72 horas quando houver suspeita de irregularidade. O objetivo é impedir a movimentação do dinheiro até a conclusão da análise.

Nos casos em que a fraude for confirmada, o prazo estimado para devolução é de até 11 dias, período em que os valores permanecem bloqueados para garantir o ressarcimento à vítima.

As novas regras também obrigam todas as instituições financeiras a oferecerem um botão de contestação nos aplicativos, permitindo que o cliente solicite a devolução diretamente pelo app, sem necessidade de atendimento presencial ou telefônico.

Além disso, os bancos passam a compartilhar informações entre si sobre o trajeto do dinheiro, o que agiliza o bloqueio e aumenta a eficiência na recuperação dos valores.

O MED pode ser acionado em situações de fraude, tentativa de golpe ou erro operacional das instituições, mas não se aplica a transferências feitas por engano pelo próprio usuário.

Como agir em caso de golpe

Contestar a transação imediatamente pelo aplicativo ou canais oficiais do banco

A instituição comunica o banco recebedor em até 30 minutos

O valor é bloqueado na conta suspeita

O caso é analisado pelas instituições

Se confirmada a fraude, o dinheiro é devolvido

Com informações do Ceará Agora.

Atendimentos por picadas de escorpião no Ceará têm alta de 31% em 2026

Foto Shutterstock/Tabish Abbas
O número de atendimentos por picadas de escorpião aumentou em 2026 no Ceará, acendendo um alerta para os riscos associados ao acidente e a importância de procurar atendimento médico imediato, mesmo em casos aparentemente leves.

Apenas em janeiro, o aumento de atendimentos no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), do Instituto Dr. José Frota (IJF), foi de cerca de 64% em relação ao mesmo período de 2025. Considerando o primeiro trimestre, o IJF registrou 898 atendimentos em 2026, contra 682 no mesmo período de 2025, o que representa um aumento de cerca de 31%.

Em janeiro, foram 305 atendimentos, frente a 186 no mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, os casos passaram de 226 para 284 (alta de cerca de 25%) e, em março, de 270 para 309 registros (crescimento aproximado de 14%). IJF é referência no atendimento a acidentes com animais peçonhentos.

Com a intensificação das chuvas, o risco de acidentes com escorpiões tende a aumentar, já que os animais procuram abrigo em locais secos dentro das residências.

A maioria dos casos envolve o Tityus stigmurus, conhecido como escorpião-amarelo, espécie mais comum na região Nordeste.

No Estado, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) contabilizou 9.136 acidentes ao longo de 2025. Em 2026, até 7 de abril - pouco mais de três meses - já foram registrados 1.611 casos, indicando volume significativo de ocorrências no período.

Medidas como evitar acúmulo de lixo e entulhos, além do controle de insetos, especialmente baratas, que servem de alimento para escorpiões, são apontadas por serviços de saúde como fundamentais para reduzir o risco de acidentes.

Com informações do O Povo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário