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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Três suspeitos morrem após troca de tiros com a polícia no interior do Ceará

 

Foto PMCE/Reprodução

Três criminosos morreram, neste domingo (1º), após um confronto com policiais militares em Itapipoca, no Ceará. Com eles, foram apreendidas três armas de fogo, munições, colete e carro clonado na localidade de Nazaré. Após o tiroteio, o trio foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu.

A Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou que a ação ocorreu após informações de que indivíduos suspeitos de crimes estariam escondidos na área. Um homem de 27 anos possuía antecedentes criminais por ameaça. E o homem de 21 anos por homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo.

Durante o deslocamento para averiguação da denúncia, equipes da 5ª Cia/ 4º BPRaio se depararam com três indivíduos em um veículo, que, ao perceberem a presença policial, tentaram fugir e passaram a efetuar disparos de arma de fogo contra os militares.

No local, foram apreendidas três armas de fogo, além de carregadores, munições, um colete balístico, balaclavas, aparelhos celulares e um veículo com registro de roubo, utilizado pelos suspeitos. Todo o material foi recolhido para os procedimentos legais.

A ocorrência foi apresentada em delegacia da Polícia Civil do Ceará (PCCE) para medidas cabíveis.

Com informações do G1 Ceará.

Ceará lidera assassinatos puxado por guerra de facções e aumento de feminicídios

Foto Thiago Gadelha/SVM
O Ceará lidera o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes em 2025, segundo dados divulgados no último dia 20 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento, feito pelo g1, considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

No Ceará, a média é de 32,6 mortes violentas para 100 mil habitantes - mais que o dobro da taxa do Brasil, que é de 15,97%. O indicador é considerado preocupante por especialistas e vai na contramão da redução nacional, de 11% no comparativo com 2024.

Ao todo, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará em 2025, dos quais 96,9% correspondem a homicídios dolosos — quando há intenção de matar. Em todo o país foram 34.086 mortes violentas e a taxa nacional por 100 mil habitantes é de 15,97.

Outro dado que chama atenção é o crescimento dos feminicídios. O estado registrou um aumento de 14,63%, com um total de 47 mulheres mortas no ano passado.

De acordo com pesquisadores ouvidos pelo g1, a alta taxa de mortes violentas no Ceará é resultado da sobreposição de diferentes dinâmicas de violência, com destaque para os feminicídios e os assassinatos associados à guerra entre facções criminosas.

O Governo do Estado não divulga a estatística detalhada com as mortes ligadas à disputas entre criminosos, mas em entrevista ao g1, o coordenador da Coordenadoria Integrada e Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Harley Filho, afirma que "a ampla maioria dos homicídios no estado do Ceará estão vinculados ao conflito entre grupos criminosos rivais".

A fala de Harley vai ao encontro com o que o governador Elmano de Freitas (PT) declarou em entrevista à TV Verdes Mares, afiliada da Globo no Ceará, em julho de 2025. Segundo ele, 90% das mortes violentas no Estado eram resultado de conflitos entre grupos criminosos que disputam território.

Violência contra as mulheres

O número de feminicídios registrado no Ceará em 2025 foi o maior desde 2018, ano em que este tipo de crime passou a ser contabilizado nas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública do Ceará.

Segundo Artur Pires, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o alto número de feminicídios no estado está diretamente relacionado ao machismo.

"Os feminicídios têm relação com a nossa histórica estrutura machista no Brasil e no Ceará. Uma estrutura na qual, sobretudo, os homicídios ocorrem nos lares, nas famílias. São eventos nos quais os companheiros têm uma ideia de posse sobre aquele corpo. Isso aqui no Ceará é muito forte ainda, sobretudo pelo histórico nosso de patriarcalismo", diz o pesquisador.

Com informações do G1 Ceará.

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