
A Colômbia entrou nesta terça-feira (11) no segundo dia de buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). O tremor deixou mais de 100 mortos, mais de 500 feridos e provocou desabamentos e danos em dezenas de edifícios. O governo declarou situação de emergência e mobilizou equipes para atuar nas regiões mais atingidas.
O epicentro foi registrado próximo a San José del Palmar, no oeste colombiano, e o terremoto foi considerado o mais forte registrado no país neste século. Cali, Pereira e Manizales estão entre as cidades mais afetadas. Em Cali, pelo menos 20 estruturas foram destruídas e pessoas ficaram presas nos escombros, enquanto o principal hospital público da cidade teve grande parte da infraestrutura comprometida. Em Pereira, autoridades relataram muitos feridos e pessoas aguardando resgate.
Na capital Bogotá, prédios foram evacuados e centenas de moradores deixaram suas casas após o tremor. Até o momento, foram registradas apenas rachaduras superficiais em alguns imóveis. O terremoto também foi sentido em países vizinhos, incluindo Equador, Panamá e Venezuela, além de algumas regiões do Brasil.
A tragédia mobilizou ofertas de ajuda internacional. México, Chile, El Salvador e Israel se colocaram à disposição para auxiliar a Colômbia, enquanto a União Europeia anunciou o uso do sistema de satélites Copernicus para apoiar as operações de emergência. As autoridades colombianas continuam avaliando os danos e trabalhando na localização de possíveis vítimas sob os escombros.
O terremoto também provocou impactos em outras áreas do país. Partidas de futebol previstas para esta semana foram adiadas, incluindo jogos das Copas Libertadores e Sul-Americana. A situação reviveu ainda a memória do terremoto de 1999, que matou quase 1.200 pessoas na região cafeeira colombiana.
Tribunal da Síria condena Bashar al-Assad à morte por crimes cometidos durante guerra civil

Um tribunal da Síria condenou à morte, nesta terça-feira (11), o ex-presidente Bashar al-Assad, em um julgamento realizado à revelia. Ele foi considerado culpado por homicídios, tortura, prisões arbitrárias e crimes contra a humanidade cometidos durante os quase 14 anos de guerra civil no país.
Segundo a sentença, Assad foi responsabilizado por “homicídio premeditado e intencional de mais de uma pessoa, incluindo crianças, tortura, prisão arbitrária e crimes contra a humanidade”. Esta é a primeira condenação judicial contra o ex-presidente desde sua deposição, em dezembro de 2024.
Assad deixou a capital, Damasco, durante o avanço de grupos rebeldes e fugiu para a Rússia. Atualmente, ele está em Moscou. Como o julgamento ocorreu à revelia, o ex-presidente não participou da sessão.
Atef Najib, ex-autoridade de segurança ligada ao governo Assad, também foi condenado à morte. Bashar al-Assad assumiu a presidência em 2000, após a morte do pai, Hafez al-Assad, mantendo o domínio da família sobre a Síria.
A guerra civil começou em 2011, após protestos por reformas democráticas inspirados pela Primavera Árabe. A repressão às manifestações deu início a um conflito que deixou centenas de milhares de mortos e provocou o deslocamento de milhões de pessoas.
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