Web Radio Cultura Crato

terça-feira, 1 de março de 2016

Crianças que recebem colo dos pais se tornam adultos mais confiantes


Dez entre dez pais ou mães já ouviram conselhos como: “Deixa essa criança no berço! Você fica pegando toda hora. Ela vai ficar mal-acostumada”. No entanto, quem tem filhos sabe que é impossível ignorar o choro de um bebê que implora por um toque. Vários pediatras e especialistas em puericultura discordam do conceito de que o colo “estraga” o bebê, difundido desde o tempo das nossas avós. Agora, há mais uma prova disso. Realizado por pesquisadores da área de psicologia da Universidade de Notre Dame, um novo estudo concluiu que adultos que receberam carinho e colo à vontade na primeira infância são menos ansiosos e têm uma saúde mental melhor. Para chegar a esse resultado, os especialistas convidaram 600 adultos para responder questionários sobre quando eles eram crianças e também sobre a vida atual. Além de descobrir que, entre os participantes, aqueles que haviam sido mais acalentados pelos pais quando pequenos tinham uma probabilidade menor de desenvolver distúrbios psíquicos, o estudo também confirmou o que muitas famílias já sabem por instinto, mas é sempre bom lembrar: crianças que recebem atenção e mais tempo de qualidade junto dos pais se tornam adultos mais saudáveis e com mais habilidades sociais. De acordo com os pesquisadores, o que os pais fazem nesses primeiros meses e no primeiro ano de vida dos filhos influencia na maneira como o cérebro deles se desenvolve pelo resto da vida. “Que os pais os abracem, que os toquem, que os embalem. Isso é que os bebês esperam. Eles crescem melhor dessa maneira. Isso os mantém calmos porque todos os sistemas corporais e neuronais ainda estão se estabelecendo, descobrindo como vão funcionar. Se os adultos deixam que os bebês chorem muito, esses sistemas desenvolverão um gatilho fácil para o estresse.

Por isso, os adultos que tiveram menos contato e menos carinho costumam ter reações de estresse mais vezes e sentem dificuldades para se acalmar”, diz Darcia Narvaez, professora de psicologia da Universidade de Notre Dame e líder da pesquisa . Ainda que hoje vários estudos e profissionais desmintam a ideia de que o colo faz mal, muita gente continua oferecendo esse tipo de palpite aos pais, principalmente os de primeira viagem. “Infelizmente, essa ideia vem das pessoas que não entendiam ou não conheciam os principais princípios psicoemocionais do desenvolvimento infantil nos primeiros dois anos”, explica o pediatra José Martins Filho, titular emérito de pediatria da Universidade de Campinas (Unicamp – SP) e presidente da Academia Brasileira de Pediatria. Ter filhos dá trabalho. Além dos cuidados básicos, é preciso encontrar tempo para dedicar carinho e atenção a eles e isso nem sempre é fácil porque, no mundo moderno, os pais acumulam uma série de tarefas. Muitas vezes, o cansaço e a impaciência acabam vencendo. Hoje, é menos comum que pais e mães consigam ficar em casa por muito tempo com as crianças. Por isso, no tempo em que eles estão por perto, não dá para negar um colo quando choram. Até porque, quando se está no olho do furacão pode não parecer, mas essa fase passa rápido demais. “Hoje, que sabemos que o vínculo, o afeto e o carinho são importantes na prevenção de problemas emocionais futuros, as coisas, felizmente, estão mudando, embora ainda vejamos, às vezes, pessoas falando esses absurdos”, reflete o especialista. Como, então, os pais podem passar mais tempo de qualidade com as crianças? Tanto para quem trabalha fora e fica o dia inteiro longe, como para quem fica em casa, mas passa o dia tentando cumprir todas as tarefas, que não costumam ser poucas, o jeito é focar na qualidade desse tempo em família. O período pode ser mais curto do que os pais gostariam, mas, nessa hora, é importante se entregar realmente à criança. “É preciso oferecer um colo calmo, paciente e carinhoso porque pegar uma criança com irritação e demonstrando impaciência é ruim. Sacudindo e falando alto acaba assustando mais do que acalentando”, explica Martins Filho. Todo mundo sabe que, hoje, não é fácil, mas o ideal é deixar o celular de lado, pelo menos por um tempo, para garantir que você está ali por inteiro.

Ladrão devolve objetos furtados e reclama: "nem presta o celular"


Clik para ampliar
Indignado por não ter conseguido repassar os objetos furtados horas antes devido à sua baixa qualidade, um ladrão acabou devolvendo o fruto do crime aos donos. O caso inusitado ocorreu na noite desse domingo, na cidade gaúcha de São Sepé (265 km de Porto Alegre), na região central do Estado. O relógio marcava 17 horas quando o filho da artesã Viviane Morais Silva estacionou o Volkswagen Golf em frente à casa da família, no bairro Londero. Como retornaria ao veículo em pouco tempo, o rapaz acabou deixando os vidros abertos. Porém, ao dar novamente a partida, notou que seu celular, a frente do rádio do carro e um pendrive haviam sido furtados. O jovem até tentou encontrar alguma pista com vizinhos que pudessem ter notado alguma movimentação estranha, mas nada. Já dando como os objetos como perdidos, Viviane foi com o marido ao culto rotineiro de domingo. Mas, ao retornar para casa, por volta das 22h, notou uma sacola pendurada na janela da cozinha. Dentro do plástico estavam os objetos levados e um bilhete: "Rádio sem função pro troco. Nem presta o celular. Devolvido. Te liga, mano", escreveu o suspeito, deixando sua rubrica. "Foi roubar de pobre e se deu mal", brinca Viviane. A artesã conta que a frente do rádio sem o aparelho e o celular com defeito surpreenderam o ladrão. "Foi uma pessoa que não tem noção, porque levou só a frente do rádio." Já o pendrive era o item mais valioso para a família. Dentro dele estava toda sessão de fotos que o filho e sua noiva fizeram com um fotógrafo profissional e que não tinham cópia de segurança. Depois que publicou a foto do bilhete e o relato do ocorrido no Facebook, ela vem sendo parada na cidade para comentar a história. "Uns quantos me perguntaram achando que era brincadeira. Mas o pior é que não foi", comenta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário