sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Mendonça retira sigilo de parte das investigações sobre o Banco Master no STF, mas mantém casos Dark Horse e Jaques Wagner


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (11) o sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte. A decisão atendeu a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e tornou públicos documentos de inquéritos, reclamações e petições ligados ao caso.

Entre os materiais liberados estão apurações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Mendonça, no entanto, não liberou o conteúdo das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” nem o procedimento que apura a relação entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do banco, Augusto Ferreira Lima. Esses casos permanecem sob sigilo.

A investigação sobre o filme “Dark Horse” ganhou destaque após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo as informações divulgadas, o senador e pré-candidato à Presidência teria negociado recursos para financiar a produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao projeto por meio de um fundo nos Estados Unidos.

Também continua sob sigilo a investigação envolvendo Jaques Wagner e Augusto Lima. Segundo os investigadores, foram identificadas 74 ligações telefônicas entre o senador e o ex-sócio de Vorcaro, que também é investigado por supostas fraudes financeiras. A Polícia Federal aponta que Wagner teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e recebido, em contrapartida, supostas vantagens indevidas.

A decisão de Mendonça ocorre em meio à crise no STF envolvendo a condução das investigações relacionadas ao Banco Master. O conflito também envolve a Procuradoria-Geral da República, a direção da Polícia Federal e o ministro Flávio Dino, após divergências sobre o andamento dos procedimentos. Parte das investigações foi tornada pública, enquanto outras, incluindo os casos Dark Horse e Jaques Wagner, permanecem protegidas por sigilo.

Homem morto a tiros esta noite em Juazeiro no 67º homicídio do ano no município


Dois dias depois e mais um homicídio foi registrado em Juazeiro do Norte
Demontier Tenório site miséria   

“Keka” residia no bairro Pio XII onde foi morto a tiros.

Dois dias depois e mais um homicídio foi registrado em Juazeiro. Por volta das 23 horas desta quinta-feira o lavador de carros Claudiney Ferreira Silva, de 34 anos, o “Keka”, foi morto a tiros na Rua Cônego Climério (Pio XII), onde residia na Rua Formosa. Ele era irmão do conhecido “Ferinha do Forró” ou “Chico Besta Fera” e o crime vai ser investigado pelo Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP) de Juazeiro.

Keka respondia procedimentos por crimes de trânsito, roubo, tráfico de drogas, violência doméstica e homicídio. No dia 12 de março de 2015 ele e Francisco Natanael Gomes Zacarias, o “Natinha” mataram a tiros de pistola José Amilton Júnior, de 28 anos, que residia na Rua Manoel Coelho de Alencar (Timbaúbas). O crime aconteceu no cruzamento da Avenida Carlos Cruz com a Rua Santa Tereza, no bairro São Miguel, cuja dupla fugiu numa moto.

Este foi o terceiro homicídio de setembro em Juazeiro e o 67º do ano ou 70,5% em relação aos 95 registrados ano passado. O último deste ano tinha ocorrido terça-feira vitimando Jeovan dos Santos Germano, de 30 anos, o “Geovani”, que residia no bairro e foi morto a tiros no Jardim Gonzaga por Lucas Barbosa de Brito, de 18, que terminou preso. Ele respondia homicídios, tentativa, corrupção de menor, porte de arma, tráfico de drogas, violência doméstica e sua esposa Talita de Oliveira saiu baleada e socorrida.

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