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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Jornalista do Estadão morre aos 26 anos de parada cardíaca

 Beatriz Capirazi começou a passar mal com crise de ansiedade, tontura e dificuldade respiratória.


Repórter do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Beatriz Capirazi, de 26 anos, morreu às 2 horas da manhã deste domingo (10), de parada cardiorrespiratória. A jovem foi repórter do jornal O Estado de S. Paulo na cobertura de ESG (boas práticas ambientais, sociais e de governança) e atualmente era responsável pela área de saúde na Agência Estado.

Segundo a mãe, Beatriz começou a passar mal com crise de ansiedade, tontura e dificuldade respiratória na última segunda-feira (4). Apesar de ter feito exames que não constataram problemas cardíacos, teve novas idas e vindas ao hospital, mas voltou a piorar neste sábado (9). Desmaiou e recebeu massagem cardíaca feita pelo pai, mas quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os bombeiros chegaram à casa para os procedimentos de emergência, ela não respondeu.

Beatriz chegou à família Capirazi com um ano e três meses de idade. Sua mãe biológica alugava a própria filha para que a usassem para pedir esmolas na rua e uma denúncia ao conselho tutelar a colocou em um abrigo onde ficou por um ano, até que acabasse na casa da professora Maria Tereza Bergamin e do projetista Ariovaldo Arcas Capirazi, na Lapa, em São Paulo. O casal, que havia perdido um filho ainda em gestação, partiu para a adoção, um desejo que sempre esteve na cabeça de Tereza.

– O primeiro presente que minha cunhada deu à Beatriz foi um livrinho. Foi um gesto que se repetia todos os anos e, com o passar do tempo, ela se tornou uma pessoa apaixonada por ler e escrever, vivia com livros para cima e para baixo – disse.

O fato de ter sido adotada marcou Beatriz. Na faculdade, ela escreveu o livro Vidas Sucateadas – Um olhar sobre a devolução de crianças adotadas, no qual colheu depoimentos de jovens que passaram por essa situação, bem como com psicólogos e especialistas. Passou meses, inclusive, frequentando a Vara da Família e da Juventude para essa pesquisa. Ela tinha planos de escrever um segundo livro, com as pessoas que saem dos abrigos na maioridade, sem ter opção de onde ir.

Tereza diz que houve muitos momentos nos quais Beatriz encheu os pais de orgulho. Ela entrou na Unip, na qual cursou Jornalismo, em terceiro lugar e se graduou com honras.

Na última sexta-feira (8), mãe e filha passaram a noite assistindo a um filme na Netflix no condomínio em Carapicuíba, na grande São Paulo, para onde se mudaram quando Beatriz tinha sete anos.

– Rimos demais. Eram cenas bobas e leves, mas adoramos – declarou a mãe.

Bia será velada no Cemitério da Lapa, a partir das 10 horas da próxima segunda (11), e o enterro será às 14h30 do mesmo dia.

*AE

Filho que atropelou própria mãe no RJ teve intenção de matá-la

Histórico de agressões do estudante Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso contra a mãe reforçou conclusão da Polícia Civil do RJ

Eliana de Lima Tavares morreu após ser atropelada pelo próprio filho, Carlos Eduardo

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 32 anos, atropelou a mãe, Eliana de Lima Tavares, de 59 anos, com intenção de matá-la.
O caso ocorreu em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado, quando Eliana trafegava em uma bicicleta elétrica e foi atropelada pelo filho no último dia 28 de outubro. Conforme as investigações, Carlos Eduardo já agredia a mãe anteriormente.
Um vídeo obtido nas investigações mostra o estudante gritando com a mãe após ele ter pedido R$ 5 a ela. Nas imagens, ele chega a dizer: “Morre logo, sua desgraçada”.
No atropelamento, ocorrido no final do mês passado, Carlos Eduardo atingiu a mãe, que morreu na hora, e tentou fugir, atingindo outro carro e ferindo cinco pessoas.
Segundo as investigações, o estudante acelerou o carro somente próximo ao local do atropelamento, tentou fugir do local e não “esboçou qualquer tipo de sentimento” ao ver a mãe morta.
Ainda conforme as investigações, o estudante fez uso de cocaína e maconha na véspera do dia do atropelamento. Na noite do dia 28, pediu dinheiro à mãe para comprar açaí e cigarro.
Ao pegar o carro do pai emprestado, foi até uma comunidade carioca para comprar mais cocaína e maconha. Ao voltar do local, avistou a mãe na bicicleta elétrica e acelerou em direção a ela.
Carlos Eduardo foi denunciado pelo Ministério Público e é réu pelos crimes de feminicídio, cinco lesões corporais culposas e dirigir sob efeito de entorpecente. Ele está no presídio de Itaperuna, no Noroeste do Rio.

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