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sábado, 4 de junho de 2022

Delegado Da Cunha tem demissão aprovada pelo Conselho da Polícia Civil de São Paulo

O processo administrativo se deu por ele forjar a prisão do chefe de uma facção criminosa

Delegado Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Da Cunha

A demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Da Cunha, foi aprovada esta semana pelo Conselho da Polícia Civil de São Paulo. O processo administrativo por ter forjado a prisão do chefe de uma facção criminosa foi encaminhado à Secretaria da Segurança Pública e seguirá para o governador do estado, Rodrigo Garcia (PSDB), que decidirá sobre a exoneração do cargo.
Da Cunha ainda pode se tornar inelegível por conta da Lei da Ficha Limpa. Ele é candidato a deputado federal por São Paulo, pelo MDB e, no momento, responde a mais cinco procedimentos.

YOUTUBE - Com 3,7 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, a fama do delegado foi adquirida por meio dos vídeos, nos quais registra parte do seu cotidiano na Polícia Civil. A corporação diz, no entanto, que os registros não tinham a autorização dos superiores.
Entre os vídeos mais vistos do canal, com mais de 30 milhões de visualizações somadas, está o que registra a prisão de “Jagunço do Savoy”, suposto chefe de uma facção. A prisão seria o alvo principal da decisão do Conselho, que atende a um relatório feito pela Corregedoria do estado.

Garotinho negro de 3 anos é fantasiado de macaco em escola municipal de SP

Professora escolheu criança negra, que já estava caracterizada como palhaço, para usar máscara de macaco

Criança negra é fantasiada de macaco em escola municipal de São Paulo

A mãe de uma criança de três anos afirma que o filho foi vítima de racismo na última sexta-feira (27) em uma escola da rede municipal em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, quando professoras o fizeram usar uma máscara de macaco.
Stephanie Silva conta que o Centro Educacional Infantil (CEI) Monte Carmelo II enviou um aviso aos pais para que mandassem as crianças fantasiadas com o tema "circo" durante a comemoração dos aniversariantes do mês. Ela então decidiu comprar uma fantasia de palhacinho e vestiu a criança com calça, suspensório, gravata, nariz vermelho e pintura facial.
"Comprei a roupinha, e ele estava superanimado em participar da festa. Quando saiu da escolinha, não estava com todas as peças, mas acabei não questionando sobre o que tinha acontecido".
No dia seguinte, ela afirma que se chocou ao ver um vídeo postado no Instagram da escola, em que seu filho aparecia com uma máscara de macaco enquanto as outras crianças cantam uma música que afirma "você virou, você virou um macaco. Ele não pediu para ser o macaco, a professora escolheu ele. Ele é uma criança muito alegre, muito 'espoleta', e no vídeo dá pra ver que ele está desconfortável, está perdido ali. Foi uma atividade para todas as crianças. Por que escolher meu filho para ser o macaco. Por que uma criança preta, sendo que ele já estava com roupa de palhaço”.
Stephanie também questiona a atitude da escola depois do fato. Segundo a mãe, não houve nenhum tipo de retratação. Após apagar comentários que criticavam a situação, a escola enviou uma mensagem privada no Instagram da mãe dizendo apenas que se tratava de um mal-entendido. Stephanie decidiu registrar um Boletim de Ocorrência.
Em nota, a Secretaria Municipal da Educação afirmou que o "caso será apurado e a Diretoria Regional de Educação (DRE) notificará a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela unidade para esclarecimentos, sob risco de penalização, conforme legislação. A DRE está à disposição da responsável pela criança".

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