quinta-feira, 13 de maio de 2021

Quadrilha que matou PM em Fortaleza ia roubar pagamento de obra e estava vestida de policial civil

  O grupo seria ligado a uma facção criminosa carioca - Dois suspeitos já foram presos


Polícia Militar apreendeu armas de fogo e uniformes da Polícia Civil e dos Correios, nas buscas pelos suspeitos do crime

A quadrilha que matou o soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Diego Oliveira Martins, de 35 anos, tinha o objetivo de roubar o dinheiro do pagamento de funcionários de uma obra e estava vestida como policiais civis, conforme levantamentos da investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Ceará (PCCE).
O Inquérito Policial aponta que os dois suspeitos presos, Davi Farias Maia, o 'Papel', e Everton Souza Freire dos Santos, o 'Veveto', estavam dentro de um veículo Volkswagen Gol de cor vermelha, com mais dois comparsas, no dia do crime. Enquanto um casal dava apoio à ação criminosa em uma motocicleta. O grupo seria ligado a uma facção criminosa carioca.
Vestidos de policiais civis e balaclavas e armados com pistola e revólver, os criminosos chegaram à construção, no bairro Papicu, na tarde da última sexta-feira (7), e anunciaram o assalto. O soldado Diego Martins, que também era estudante de Engenharia Civil e estagiava na obra, reagiu à ação criminosa, foi baleado e teve a arma subtraída. O PM chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Enquanto os criminosos fugiram.

O policial militar integrava a corporação há seis anos, completados no mês passado

Everton Santos revelou à Polícia que um ex-funcionário da obra passou a informação para a quadrilha sobre o dia do pagamento dos trabalhadores. Uma semana antes do crime, dois suspeitos teriam passado pelo local para levantar informações sobre a segurança da construção.
A prisão de Everton foi realizada pela Polícia Militar no último domingo (9), próximo ao Frotinha da Parangaba. Já Davi foi detido no sábado (8). Durante as buscas, a PMCE apreendeu um veículo utilizado no crime, uma pistola calibre 380, a pistola Ponto 40 do policial militar, quatro uniformes da Polícia Civil, duas blusas dos Correios, uma balaclava e pequenas quantidades de cocaína e crack.
A Justiça Estadual já converteu as prisões em flagrante de Davi Maia e de Everton dos Santos em prisões preventivas. As defesas dos suspeitos pediram pela liberdade dos clientes, mas não foram atendidas.

PM TRABALHOU COM HOMBRIDADE, DIZ SSPDS

O soldado Diego Oliveira Martins integrava o Comando Tático Rural (Cotar), da Polícia Militar. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o PM ingressou na Corporação no dia 14 de abril de 2015.
Desde então, desempenhou seu trabalho com hombridade em prol da segurança do povo cearense. O policial militar atuava pela Polícia Militar de forma dedicada à defesa e proteção da sociedade cearense.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, Diego Oliveira Martins, de 35 anos, estava de folga quando o fato aconteceu.

Quinto de seis irmãos morre de covid-19 em menos de 40 dias


Morreu na manhã desta terça-feira (11) em Ituporanga, a 169 km de Florianópolis (SC), José Joarez de Almeida, de 48 anos. Ele é a a sexta pessoa da mesma família a perder a vida por complicações da covid-19 e estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Bom Jesus.

Antes de José Joarez, morreram quatro de seus cinco irmãos e o pai deles, em um período de 33 dias. A primeira morte ocorreu em 2 de abril. Do núcleo familiar, apenas a mãe e outra irmã conseguiram sobreviver à infecção.

Ao UOL, parentes de José Joarez informaram que o velório e o sepultamento ocorrerão em Ituporanga. "Será o único que conseguiremos velar em meio a todas essas perdas", disse uma familiar que, muito abalada, preferiu não se identificar.

José Joarez faria 49 anos em 31 de maio e não tinha histórico de comorbidades. Ele estava sob ventilação mecânica e ficou internado por quase duas semanas.

Nas redes sociais, a vítima chegou a agradecer amigos e familiares pelas mensagens de conforto em razão da perda do pai e dos irmãos.

"Obrigado a todos os amigos e parentes do Facebook pelo conforto neste momento difícil que estamos passando. Em nome da família Almeida o meu muito obrigado de coração partido", escreveu.
Seis mortes em 39 dias

A família Almeida enfrenta a perda de parentes desde 2 de abril, quando Maria Rosimara de Almeida Hellmann, de 34 anos, morreu de complicações da covid-19.

Irmão dela, o técnico em enfermagem Antônio de Almeida, de 50 anos, faleceu oito dias depois.

Em 24 de abril foi o pai, João Alci de Almeida, que não resistiu às complicações causadas pelo coronavírus. Pouco mais de uma semana depois, em 3 de maio, mais uma de suas filhas, Zelirde Almeida, de 45 anos, também morreu. Já em 5 de maio, João Ércio de Almeida, de 40 anos, se tornou o quinto morto na família.

Além deles, uma sexta filha de João Alci, Lucimara, e a matriarca da família, Cecília Almeida, de 69 anos, também foram infectadas, mas sobreviveram.

Os familiares comentaram que não sabem como se infectaram com o coronavírus, pois todos respeitavam os protocolos sanitários.

Todas as vítimas residiam em Ituporanga, que agora registra 53 mortes pela doença.

Fonte: Uol Notícias

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