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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Perfil genético torna paciente mais suscetível à covid-19, diz estudo

            


Pesquisa que contou com a participação de professores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) verificou que o perfil genético pode tornar pacientes mais suscetíveis para desenvolver a covid-19. 

 A equipe de pesquisadores analisou amostras de 20 pacientes que morreram em decorrência do novo coronavírus no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, entre abril e setembro de 2020, e de dez pacientes infectados pelo H1N1 que faleceram, a fim de comparar os casos. A coleta foi autorizada pelas famílias e pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). 

As amostras foram comparadas também com dez casos de pacientes controle, que não morreram por causas respiratórias. “A gente estudou, especificamente, uma proteína chamada interleucina 17 (IL-17). Ela tem uma ação antiviral bem conhecida”, disse hoje (12) à Agência Brasil a professora da escola de medicina, que participou do projeto, Lúcia de Noronha. Segundo a médica, já existem várias publicações no mundo sobre a interleucina 17 (IL 17) no H1N1 e na Influenza. 

De acordo com Lúcia, já havia desconfiança dos pesquisadores em relação ao perfil genético, pelo fato de alguns pacientes desenvolverem a covid-19 leve, enquanto outros tinham a forma mais grave da doença. Há casos de, em uma mesma família, algumas pessoas pegarem a covid-19 e outras não, outras ainda ficarem assintomáticas, algumas terem a forma leve. 

“A gente já desconfiava de situações como essa, de pessoas que ficam junto a pessoas com covid e não pegam, fazem a forma assintomática, e outras fazem a forma grave”.

Justiça determina envio imediato de 25 mil doses da vacina CoronaVac para o Ceará

A Justiça determinou que o Governo Federal envie imediatamente ao Ceará as 25.019 doses de CoronaVac que faltam para completar a imunização de idosos que estão com a aplicação da segunda dose atrasada devido à falta do imunizante. A decisão foi divulgada pelo governador Camilo Santana (PT), na tarde desta quarta-feira (12).

No início deste mês, as defensorias Pública do Ceará (DPCE), da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF), os Ministérios Públicos do Estado (MPCE), do Trabalho (MPT) e a Procuradoria do Ceará (PGE) ingressaram com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a União para garantir o quantitativo necessário para aplicar em idosos com a segunda dose da CoronaVac atrasada.

"Na decisão, o juiz determina que não poderá haver compensação entre doses adicionais decorrentes da ordem judicial e as que deveriam ser regularmente enviadas ao Ceará", informou Camilo.

Das duas remessas de imunizante do Butantan recebidas no último fim semana pelo Ceará, somente a menor — com 11 mil doses — não estava prevista no envio regular de vacinas para o Estado. Portanto, o envio de lote com 38 mil imunizantes, na sexta-feira (7), não pode ser considerado cumprimento da decisão judicial.

Depois da chegada do lote com 38 mil vacinas da CoronaVac, no sábado (8), chegaram 11 mil - totalizando 49 mil. A defensora pública geral do Ceará, Mariana Lobo, explica, porém, que essas “38 mil são as doses que o Ceará já tinha direito, independente da ação judicial. Portanto, doses extras foram apenas as 11 mil”.

Com isso, os órgãos cobraram novamente na Justiça Federal, nesta última terça-feira (11), o envio das 25.019 vacinas faltantes pela União.

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