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terça-feira, 11 de maio de 2021

Média de mortes pela Covid-19 cai 31% em apenas um mês

A média diária de mortes pela Covid-19 caiu 31% no país em um mês. O balanço de óbitos desta segunda-feira (10), levando em conta os registros dos últimos sete dias, ficou em 2.087, ante a marca de 3.025 em 10 de abril. Os dados, reunidos pelo consórcio de imprensa, têm mostrado tendência de redução no Brasil nas últimas semanas, mas especialistas alertam para o patamar elevado que a doença mantém nas cidades brasileiras. Além disso, as recentes flexibilizações nas medidas de isolamento social podem resultar em nova pressão sobre os hospitais.

Mesmo em queda, a média de mortes desta segunda é 105% maior na comparação com o dado de 10 de janeiro. Em relação a 10 de fevereiro, é 98,7% mais elevado, e também maior que qualquer registro ao longo do ano de 2020. Além da flexibilização das regras de isolamento social, especialistas apontam que o ritmo lento da vacinação impede uma desaceleração mais rápida do contágio.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.018 novos óbitos, chegando a um total de 423.436 vítimas do novo coronavírus. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, reunidos em conjunto com as secretarias de Saúde dos 26 estados e do Distrito Federal, em balanço divulgado às 20h.

O balanço também mostra que 31.811 novos casos foram confirmados, o que faz o total de diagnósticos chegar a 15.214.030 – terceiro mais alto do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 13.759.125 pessoas recuperadas e 1.027.636 em acompanhamento.

(Estadão)

Ministro do STF diz que o Brasil está à beira de um golpe de Estado

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o ministro Edson Fachin, com histórico de militância na esquerda e indicado por Dilma ao Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que o Brasil está à beira de um golpe de Estado. O magistrado ainda afirmou que teme pela integridade das eleições de 2022.

“É imprescindível. Lamentavelmente, há mais parasitas do que hospedeiros. O populismo totalitário ronda a democracia brasileira. É fundamental esse alerta, porquanto é antessala do golpe. O mais grave é essa visão personificada do povo em contraste com as instituições. As eleições de 2022 trazem à tona um imperativo categórico: preservar o sistema eleitoral brasileiro” — disse o ministro do STF.

“Precisamos sair da crise sem sair da democracia. O caminho passa pela política e pelo espaço público, com atuação franca e desinteressada. Cada gesto, cada comportamento, conta como exemplo. É mais do que hora da comunhão na diversidade. O país não pode esperar mais. Saídas passam por elevar o grau de institucionalização, pelo urgente enfrentamento dos efeitos assimétricos da pandemia” — finalizou.

(Folha da República)

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