O estudo realizado por investigadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, divulgado no World Journal of Men's Health, revela que partículas do novo coronavírus podem permanecer no tecido do peniano mesmo após a recuperação do doente, contribuindo assim para o possível desenvolvimento de disfunção erétil, reporta um artigo publicado na revista Galileu.
De acordo com o professor Ranjith Ramasamy, o principal autor da pesquisa: "a Covid-19 pode causar disfunção endotelial em outros órgãos além dos pulmões e dos rins".
A condição faz com que as células que revestem o interior de vasos sanguíneos se tornem incapazes de realizar as suas funções regularmente, afetando consequentemente os tecidos alimentados por estes.
"No nosso estudo piloto, descobrimos que homens que anteriormente não se queixavam de disfunção erétil desenvolveram problemas de ereção severos depois de contraírem Covid-19", explicou Ramasamy.
Para efeitos daquela pesquisa, os médicos examinaram o tecido peniano de dois homens que haviam sofrido de Covid-19 e de dois que não haviam sido infectados pelo novo coronavírus. Sendo que os quatro foram submetidos à mesma cirurgia de implante de prótese destinada ao tratamento de casos severos de disfunção erétil.
Segundo os investigadores, explica a Galileu, os tecidos dos dois pacientes que padeceram de Covid-19 possuíam traços da proteína spike do SARS-CoV-2 e evidências de disfunção endotelial, contrariamente aos outros dois homens.
"Tal sugere que as pessoas infectadas pelo coronavírus precisam de estar cientes de que a disfunção erétil pode ser um efeito adverso e devem ir ao médico se desenvolverem sintomas relativos a problemas de ereção", concluiu Ramasamy.
Fonte: Notícias ao Minuto
Datafolha dá vitória a Lula em 2022
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (12) aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com folga na corrida eleitoral ao Palácio do Planalto em 2022. Lula, que recuperou seus direitos políticos, tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% do atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido). Em um eventual segundo turno, o petista venceria o adversário por 55% a 32%.
A divulgação da mais recente pesquisa ligada ao jornal Folha de S. Paulo foi alvo de questionamentos nas redes sociais. Conhecida por errar previsões na corrida eleitoral de 2018, o Datafolha virou motivo de piada entre internautas, sobretudo aqueles que apoiam o presidente Jair Bolsonaro.
Muito eleitores afirmaram que a pesquisa alerta parai a necessidade do voto impresso e auditável, pauta defendida por Bolsonaro. O presidente afirma que esta é a única maneira para se evitar fraudes.
"3ª VIA" FRACASSA
Ainda em uma primeira etapa de votação, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido) aparece com 7% das intenções de voto; o ex-ministro da Integração e vice-presidente do PDT, Ciro Gomes (PDT), tem 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), 4%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), 3%; e, com 2%, estão empatados o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e João Amoêdo (Novo).
Outros 9% informaram que votariam em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% estão indecisos. A pesquisa foi feita com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, entre ontem e hoje. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
2º TURNO
O Datafolha destaca que, no segundo turno, Lula herdaria votos dados a Doria, Ciro e Huck, e Bolsonaro teria os de Moro. Lula ganharia de Moro (53% a 33%) e Doria (57% a 21%) caso enfrentasse esses candidatos no segundo turno. Bolsonaro empataria tecnicamente com Doria (39% a 40%) e perderia para Ciro (36% a 48%).
Com informações do Estadão


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