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| Foto Pierre-Philippe Marcou / AFP |
A Espanha registrou nas últimas 24 horas 510 mortes provocadas pelo novo coronavírus, o menor balanço em 19 dias. Esse foi o terceiro dia consecutivo de queda, segundo informou o Ministério da Saúde espanhol neste sábado (11). O país, que é o segundo com maior número de mortes na Europa, já tem mais de 161,8 mil infectados e 15,8 mil mortos por causa da Covid-19, a doença provocada pelo Sars-Cov-2.
Os Estados Unidos já registraram mais de meio milhão de casos de infecção pelo novo coronavírus e estão prestes a se tornar o país com mais mortes causadas pela Covid-19 em todo o mundo. Na sexta (10), o país bateu um novo recorde e se tornou o primeiro a registrar mais de 2 mil mortes em um período de 24 horas.
O balanço da universidade americana Johns Hopkins aponta neste sábado mais de 1,7 milhão de pessoas infectadas e mais de 103 mil mortes pelo novo coronavírus em todo o mundo. Mais de 378 mil pessoas se recuperaram da doença.
Passageiros da Austrália e da Nova Zelândia começaram a deixar o cruzeiro australiano Greg Mortimer, que tem mais de 100 casos de coronavírus a bordo, no porto de Montevidéu, no Uruguai. Os infectados irão embarcar em um avião médico com destino a Melbourne.
O Equador registrou o maior aumento no número de infecções pelo vírus em 24 horas. O Ministério da Saúde informou que 2.196 novos casos foram registrados nesse período, elevando para 7.161 o número total de infecções. As autoridades alertam que os casos podem ter ocorrido em um período anterior, mas só foram confirmados no último balanço.
Com informações do G1.
Os Estados Unidos já registraram mais de meio milhão de casos de infecção pelo novo coronavírus e estão prestes a se tornar o país com mais mortes causadas pela Covid-19 em todo o mundo. Na sexta (10), o país bateu um novo recorde e se tornou o primeiro a registrar mais de 2 mil mortes em um período de 24 horas.
O balanço da universidade americana Johns Hopkins aponta neste sábado mais de 1,7 milhão de pessoas infectadas e mais de 103 mil mortes pelo novo coronavírus em todo o mundo. Mais de 378 mil pessoas se recuperaram da doença.
Passageiros da Austrália e da Nova Zelândia começaram a deixar o cruzeiro australiano Greg Mortimer, que tem mais de 100 casos de coronavírus a bordo, no porto de Montevidéu, no Uruguai. Os infectados irão embarcar em um avião médico com destino a Melbourne.
O Equador registrou o maior aumento no número de infecções pelo vírus em 24 horas. O Ministério da Saúde informou que 2.196 novos casos foram registrados nesse período, elevando para 7.161 o número total de infecções. As autoridades alertam que os casos podem ter ocorrido em um período anterior, mas só foram confirmados no último balanço.
Com informações do G1.
Cientistas acham coronavírus em amostras de ar distantes até 4 metros de doentes
Um novo estudo que examinou amostras de ar de alas de um hospital que recebeu pacientes com Covid-19 revelou que o vírus consegue viajar até quatro metros - o dobro da distância que as pessoas devem ter umas das outras em público, segundo as recomendações atuais.
Os resultados preliminares da pesquisa feita por cientistas chineses foram publicados nesta última sexta-feira (10), no periódico "Emerging Infectious Diseases", uma publicação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
Eles se somam à discussão crescente sobre como a doença é transmitida, enquanto os cientistas que os escreveram alertam que as pequenas quantidades de vírus encontradas nesta distância não são necessariamente infecciosas.
Os cientistas, chefiados por uma equipe da Academia de Ciências Médicas Militares de Pequim, testaram amostras do ar e das superfícies de uma unidade de tratamento intensivo e uma ala regular para pacientes com Covid-19 no Hospital Huoshenshan, em Wuhan. Ambas abrigaram um total de 24 pacientes entre 19 de fevereiro e 2 de março.
Eles descobriram que o vírus esteve mais fortemente concentrado nos pisos das alas, "talvez porque a gravidade e o fluxo de ar levem a maioria das gotículas do vírus a flutuar até o chão".
Altos níveis também foram encontrados em superfícies tocadas com frequência, como mouses de computador, latas de lixo, maçanetas e grades de camas.
"Além disso, metade das amostras das solas dos sapatos da equipe médica da UTI testou positivo", escreveu a equipe. "Portanto, as solas dos sapatos da equipe médica devem funcionar como portadores".
Ameaça aérea?
Os pesquisadores também analisaram a chamada transmissão por aerossol - quando as gotículas do vírus são tão finas, que ficam em suspensão e são transportadas pelo ar por várias horas, ao contrário das gotículas que expelimos ao tossir ou espirrar, que caem no chão segundos depois.
Eles descobriram que os aerossóis contendo vírus ficaram sobretudo concentrados até quatro metros abaixo dos pacientes - embora tenham sido encontradas em menor quantidade mais acima, a até oito metros.
Nenhum membro da equipe de saúde do hospital se contagiou, "indicando que medidas preventivas adequadas podem prevenir de forma eficaz a infecção", escreveram os autores.
Os pesquisadores também fizeram um alerta que refuta as diretrizes ortodoxas. "Nossas descobertas sugerem que o isolamento doméstico de pessoas suspeitas de contágio por COVID-19 pode não ser uma boa estratégia de controle", devido aos níveis de contaminação ambiental.
A dispersão no ar do coronavírus é uma área polêmica para os cientistas que o estudam, porque não está claro quão infecciosa é a doença em quantidades ínfimas encontradas em borrifos ultrafinos.
Até o momento, a Organização Mundial da Saúde minimiza o risco.
As autoridades sanitárias americanas adotaram uma linha mais cautelosa e encorajam as pessoas a cobrirem os rostos quando saírem na rua caso o vírus possa ser transmitido pela respiração normal ou a fala.
Por AFP,
Os resultados preliminares da pesquisa feita por cientistas chineses foram publicados nesta última sexta-feira (10), no periódico "Emerging Infectious Diseases", uma publicação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
Eles se somam à discussão crescente sobre como a doença é transmitida, enquanto os cientistas que os escreveram alertam que as pequenas quantidades de vírus encontradas nesta distância não são necessariamente infecciosas.
Os cientistas, chefiados por uma equipe da Academia de Ciências Médicas Militares de Pequim, testaram amostras do ar e das superfícies de uma unidade de tratamento intensivo e uma ala regular para pacientes com Covid-19 no Hospital Huoshenshan, em Wuhan. Ambas abrigaram um total de 24 pacientes entre 19 de fevereiro e 2 de março.
Eles descobriram que o vírus esteve mais fortemente concentrado nos pisos das alas, "talvez porque a gravidade e o fluxo de ar levem a maioria das gotículas do vírus a flutuar até o chão".
Altos níveis também foram encontrados em superfícies tocadas com frequência, como mouses de computador, latas de lixo, maçanetas e grades de camas.
"Além disso, metade das amostras das solas dos sapatos da equipe médica da UTI testou positivo", escreveu a equipe. "Portanto, as solas dos sapatos da equipe médica devem funcionar como portadores".
Ameaça aérea?
Os pesquisadores também analisaram a chamada transmissão por aerossol - quando as gotículas do vírus são tão finas, que ficam em suspensão e são transportadas pelo ar por várias horas, ao contrário das gotículas que expelimos ao tossir ou espirrar, que caem no chão segundos depois.
Eles descobriram que os aerossóis contendo vírus ficaram sobretudo concentrados até quatro metros abaixo dos pacientes - embora tenham sido encontradas em menor quantidade mais acima, a até oito metros.
Nenhum membro da equipe de saúde do hospital se contagiou, "indicando que medidas preventivas adequadas podem prevenir de forma eficaz a infecção", escreveram os autores.
Os pesquisadores também fizeram um alerta que refuta as diretrizes ortodoxas. "Nossas descobertas sugerem que o isolamento doméstico de pessoas suspeitas de contágio por COVID-19 pode não ser uma boa estratégia de controle", devido aos níveis de contaminação ambiental.
A dispersão no ar do coronavírus é uma área polêmica para os cientistas que o estudam, porque não está claro quão infecciosa é a doença em quantidades ínfimas encontradas em borrifos ultrafinos.
Até o momento, a Organização Mundial da Saúde minimiza o risco.
As autoridades sanitárias americanas adotaram uma linha mais cautelosa e encorajam as pessoas a cobrirem os rostos quando saírem na rua caso o vírus possa ser transmitido pela respiração normal ou a fala.
Por AFP,
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