quinta-feira, 11 de abril de 2019

Pomada desenvolvida no Ceará a base de água de coco pode ser usada no tratamento de feridas

Uma pomada produzida a partir de componentes da água de coco vem se mostrando eficiente na prevenção e tratamento de lesões de pele, como escaras e feridas diabéticas. O produto, desenvolvido pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), através do curso de Mestrado Profissional em Biotecnologia em Saúde Humana e Animal (MPBiotecé), resulta de uma pesquisa de 16 anos e passa, agora, por testes finais antes de ser disponibilizado para comercialização.

De acordo com uma das coordenadoras do estudo, a professora doutora Cristiane Mello, testes clínicos realizados no Centro de Diabetes (CIDH) apontaram redução de 21% no tempo de tratamento em pacientes com pé diabético após o uso da pomada, desenvolvida à base de água de coco em pó, além de um acréscimo em 12% na alta dos pacientes após seis meses de tratamento.

Já uma segunda formulação do produto, segundo explica, age como uma camada protetora que previne o aparecimento de assaduras, úlceras e demais lesões.

Segundo Cristiane Mello, a principal motivação para o resultado foi acompanhar o sofrimento de pessoas diabéticas, com feridas que não cicatrizam, causando amputações e até a morte. “A ideia surgiu de uma demanda pessoal, por ter muitas pessoas diabéticas na família e ao longo do tempo eu perseguia essa história de ter uma pomada cicatrizante que fosse efetiva para diabetes também, pois não tem nada no mercado”, conta.

O tempo de aplicação em caso de uso como tratamento, de acordo a professora, vai depender de cada tipo de ferida. “Tivemos casos mais simples com cicatrização em dez dias, mas depende se a ferida está mais seca ou já infectada, se for ferida por queimadura ou outro tipo”, comenta.

Ainda conforme a pesquisadora, testes em conjunto com outros projetos deverão ser realizados a fim de descobrir meios de acelerar o processo de regeneração, como por exemplo, o uso da pomada com a pele de tilápia, já utilizada para tratamento de queimaduras.

Chegando ao mercado, complementa Cristiane Mello, a customização do medicamento deverá ser realizado pelas farmácias de manipulação a partir da indicação clínica do paciente. “Cada especialidade da área médica vai demandar um tipo de formulação específica e a forma como deve ser aplicada”, afirma. Com informações do G1 Ceará.

Uso de energia solar pode reduzir valor de conta em 80%

Potencial fotovoltaico, o Estado tem de sobra, e o fortalezense a cada ano aproveita a intensa luz na cidade para convertê-la em redução na conta de energia. No ano passado, o Ceará e a Capital chegaram ao ápice de criação de novas unidades geradoras de energia distribuída. Em Fortaleza, foram 304 apenas em 2018, o que representa 46,9% do total que foi instalado na cidade entre o ano de 2013 e 2019.

Atualmente, o Estado tem em torno de 1.610 geradores de energia, que distribuem créditos na conta de luz para quase 2 mil unidades, tendo uma potência instalada acima dos 25 mil quilowatts. A modalidade "geração na própria unidade de consumo" é a mais frequente no aproveitamento da radiação solar, com mais de 1.400, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entre essas localidades, está a residência de Rosa Maria Guilherme Frota.

Há dois anos, a aposentada decidiu investir cerca de R$ 27 mil em 16 placas solares no teto de casa, na Parquelândia, e viu de imediato uma queda no valor da fatura de energia. Com dois aparelhos de ar-condicionado, chuveiro elétrico, seis televisões, geladeira e ambiente sempre muito iluminado, a conta que dava cerca de R$ 500 por mês caiu para em torno de R$ 60. Até mesmo durante uma quadra chuvosa generosa, quando a luz fica mais tímida, tem a conta reduzida pela metade, cerca de R$ 250.

"O principal motivo foi a economia de energia. Apesar de ter que gastar mais de início, hoje pago bem menos por mês. Com o meu irmão, fiz orçamento em três empresas e hoje estou muito satisfeita", relata Rosa.

O irmão dela, Alberto Frota, também apostou nessa estratégia. Foram dez painéis instalados na sua residência e o investimento de R$ 16 mil, em média. Assim como na casa de sua irmã, são cinco pessoas sob o mesmo teto e uma antiga conta de luz que chegava a R$ 300. Agora, a fatura é de R$ 50, em períodos de sol, a R$ 85, quando fica nublado. "Primeiro, fizeram um estudo para calcular meu consumo e viram quantas placas precisava. Estou gostando", aponta.

O empresário Abner Veras também adotou a luz do sol como geradora de energia. A conta combinada de seus dois escritórios (onde trabalham 15 pessoas) e de sua casa (com seis habitantes) custava em torno de R$ 3 mil. Após a instalação de 70 placas, ele aproveita o crédito em seu escritório e em casa, pelo fato da ambas as contas estarem em seu nome. O gasto atual médio é R$ 500.

O investimento foi em torno de R$ 120 mil, e a previsão é ter um retorno desse dinheiro em cinco anos. E mesmo essa experiência sendo ainda recente, de apenas 1 ano, Abner já tem planos de adquirir mais placas. Na próxima vez, serão 600 na sua indústria em Maracanaú, a fim de fornecer em torno de 25% do consumo de energia da sua pedreira. O gasto previsto nesse projeto é de cerca de R$ 1 milhão. "Essa era a ideia, fazer o teste no escritório para ver se víamos resultado para fazer esse investimento maior", destaca.

Energia do futuro

Essa aposta alta em energia solar está cada vez mais presente na Capital. Conforme Jurandir Picanço, presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará, grande razão disso é o preço mais acessível a essa tecnologia. "Só com a redução da conta, paga o financiamento", pontua.

"Outra importante corrente de visibilidade foram os bancos. É fundamental que eles tenham linha de crédito para os consumidores, porque não é um equipamento barato, hoje, se tira o custo do investimento em termo de quatro anos", afirma o consultor em energia, João Mamede Filho.

Para gerar a própria energia, é preciso atenção na instalação. Ao lado sempre de um profissional, o ideal é observar a mudança do sol ao longo do ano para garantir a vida útil (20 anos). "Alguns projetos têm dado sombra, prejudicando a eficiência da placa, podendo até queimá-las. Se uma parte tiver sombra, um lado fica gerando corrente e um outro não. Então, as correntes se encaminham para parte que não está gerando energia e começa a ter um aquecimento acima do normal ", alerta.

Em 2019, já foram instaladas mais de 100 novas unidades geradoras de energia por meio do sol, no território do Estado do Ceará, sendo 32 delas apenas na Capital.

O Estado tem em torno de 1,6 mil microgeradores de energia, que distribuem créditos na conta de luz para quase duas mil unidades. Tecnologia permite economizar os gastos com energia elétrica. Com informações do Diário do Nordeste.

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