quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Polícia Civil apreende 50 kg de maconha e captura três homens


Uma operação resultou na apreensão de cerca de 50 quilos de maconha que estavam escondidas em uma residência no bairro Mondubim, em Fortaleza. A ação ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º). No momento da prisão, os suspeitos estavam com quantia de R$ 20 mil e não souberam informar a origem do dinheiro.
De acordo com o Delegado do 30º DP, Márcio Gutierrez, os policiais realizavam patrulhamento de rotina no bairro Luciano Cavalcante quando abordaram os três ocupantes de um veículo Sandero, que estavam em atitude suspeita. No carro, que é locado, os policiais encontraram a quantia de R$ 20,2 mil, uma pequena quantidade de drogas e dois trituradores de maconha. Foram capturados: o carioca Felipe Melo dos Santos (25), que já responde por tráfico de drogas, e outros dois homens de 20 e 24 anos, ambos sem antecedentes criminais. 
Após a abordagem, a polícia foi até a residência de um dos suspeitos, localizada no Modubim, onde funcionava um laboratório de drogas. Lá, mais de 50 quilos de maconha foram apreendidos. 
Os presos foram conduzidos ao 30º DP, onde foram autuados por tráfico de drogas. Na Distrital, os policiais civis aprofundaram as investigações e descobriram que Felipe Melo possuía em estoque uma quantidade de droga que ele estava negociando. Na manhã de hoje, a droga foi localizada. As investigações continuam e os policiais procuram um quarto envolvido, que fazia a guarda da droga, já identificado.
Fonte: CNews

Em Caucaia, universitária morre ao cair de ônibus em movimento


Uma estudante universitária morreu por volta de 23h desta segunda-feira (1), ao cair de um ônibus em movimento no bairro Parque Tabapuá, no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Jessika de Sousa Almeida (18) estava perto da porta traseira, quando o acidente aconteceu. A vítima ainda foi socorrida, mas não resistiu e morreu. 
De acordo com testemunhas, o motorista tentou fazer uma curva quando a porta traseira abriu por conta de problemas técnicos. A jovem se desequilibrou e caiu do veículo. Anteriormente o motorista já tinha pedido ao cobrador para avisar aos passageiros que saíssem de perto da porta.
Após o acidente, o ônibus parou e o Samu foi acionado. Jéssika foi socorrida e levada para um hospital municipal, onde morreu.
A vítima estava a caminho do bairro Parque Potira, em Caucaia, onde morava. Jéssika cursava Engenharia Civil em uma faculdade particular e tinha vontade de transformar a realidade da família, disse Aurilene Sousa, mãe da vítima. Até o momento, os familiares não receberam nenhum auxílio da empresa de ônibus.
CNews

Alvo da Resta Um, Queiroz Galvão deu R$ 10 milhões a ex-presidente do PSDB


O alvo da Operação Resta Um, deflagrada nesta terça-feira, 2, pela Polícia Federal, é a construtora Queiroz Galvão, suspeita de ter pago R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra. A PF está cumprindo 23 mandados em vários Estados brasileiros.
A PF informou que os executivos da empresa são investigados, “pela prática sistemática de pagamentos indevidos a diretores e funcionários da Petrobras”.
Na 33.ª fase da Operação da Lava Jato, são cumpridos pela Polícia Federal mandados com a finalidade de obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados a contratos firmados pela empreiteira Queiroz Galvão com a estatal petrolífera.
Os alvos são dirigentes e funcionários da Queiroz Galvão e do consórcio Quip S/A, do qual a empreiteira mencionada era acionista líder.
As investigações indicam que a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras. Esse cartel maximizou os lucros das empresas privadas e gerou prejuízos bilionários para a estatal.
Além dos ajustes e fraude a licitações, as evidências colhidas nas investigações revelam que houve corrupção, com o pagamento de propina a funcionários da Petrobras.
Segundo a Lava Jato, executivos da Queiroz Galvão pagaram valores indevidos em favor de altos funcionários das diretorias de Serviços e de Abastecimento. Em sua parte já rastreada e comprovada, as propinas se aproximam da cifra de R$ 10 milhões. Esses crimes estão comprovados, segundo a PF, por farta prova documental que corroborou o depoimento de, pelo menos, cinco colaboradores, sendo três deles dirigentes de empreiteiras.
Para além disso, a investigação também objetiva se aprofundar sobre os fortes indícios existentes de que milhões de dólares em propinas foram transferidos em operações feitas por meio de contas secretas no exterior.
As evidências apontam que os pagamentos foram feitos tanto pela Queiroz Galvão quanto pelo consórcio Quip. A hipótese tem por base depoimentos de colaboradores e comprovantes de repasses milionários feitos pelo trust Quadris, vinculado ao Quip, para diversas contas, favorecendo funcionários da Petrobras.
Por fim, as medidas deflagradas buscam colher provas adicionais do delito de obstrução à investigação de organização criminosa pela então realizada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2009.
Há indícios, que incluem a palavra de colaboradores e um vídeo, de que 10 milhões de reais em propina foram pagos pela Queiroz Galvão com o objetivo de evitar que as apurações da CPI tivessem sucesso em descobrir os crimes que já haviam sido praticados até então.
A procuradora da República Jerusa Viecili destacou a importância para a investigação dos acordos de colaboração e de leniência firmados pelo Ministério Público, “pois iluminam o caminho a percorrer para a obtenção de provas, quando não são acompanhados já pela apresentação de evidências consistentes dos crimes praticados”.
Afirmou ainda que chama a atenção “a ousadia da empresa investigada, traduzida pela atuação profissional e sofisticada no pagamento de propinas em contratos públicos durante longo período de tempo, mediante a utilização de expedientes complexos de lavagem de dinheiro, inclusive no exterior”.
O Grupo Queiroz Galvão foi identificado, durante a Lava Jato, como o terceiro com maior volume de contratos celebrados com a Petrobras, alcançando um total superior a R$ 20 bilhões.
O histórico de envolvimento do grupo com grandes esquemas de corrupção não é inédito, já figurado nas operações Monte Carlo, Castelo de Areia e Navalha – tendo sido as duas últimas anuladas nos tribunais superiores.
Segundo o procurador Diogo Castor, a banalização das anulações de provas representa um alento para os criminosos que já tiveram participação em esquemas criminosos provados. “Infelizmente se essas operações tivessem um mínimo de efetividade, talvez a Lava Jato nem precisasse existir” assinalou.
Já o coordenador da força-tarefa Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, ressaltou a gravidade da obstrução dos trabalhos de apuração de 2009, porque “a investigação da CPI era como um guardião da Petrobras. As evidências indicam que o ladrão roubou a casa e, em seguida, matou o vigia”.
Dallagnol sublinhou, ainda, na mesma linha de Castor que “a corrupção que colhemos é fruto da impunidade dos crimes passados. Esses crimes investigados hoje são filhos de um sistema de justiça criminal disfuncional, o qual falhou em punir casos pretéritos em que as mesmas empresas da Lava Jato eram investigadas”.
Fonte: Estadão Conteúdo

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