sexta-feira, 10 de junho de 2016

Três cearenses estão entre os mortos na tragédia em São Paulo





                                Cearense estava entre as 18 vítimas de acidente de ônibus em São Paulo
Três cearenses estavam em acidente que ocorreu na noite de quarta-feira em São Paulo Três cearenses estão entre os mortos na tragédia que vitimou 18 pessoas em São Paulo, na noite da última quarta-feira (8). O ônibus que fazia o fretamento de estudantes universitários tombou na altura do km 84 da rodovia Mogi-Bertioga, entre as cidades paulistas de Biritiba-Mirim (região metropolitana) e Bertioga (litoral). Daniela Aparecida Mota Dias e Maria Maceno de Souza são primas, nascidas em Canindé, e moravam com a família em São Paulo, onde cursavam faculdade. Já Damião Braz dos Santos, natural de Mauriti, era pedreiro e estudava Engenharia Civil na Universidade Braz Cubas. Maria Maceno cursava Ciências Contábeis na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e estagiava em uma empresa de contabilidade. Daniela trabalhava em um hotel e estudava Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição. Segundo a prima das cearenses, Soraia Masceno, as duas tinham uma rotina agitada, trabalhavam o dia inteiro e iam à noite para a aula. "Elas chegavam em casa por volta de 23h30, meia noite. Quando tinha trânsito, elas chegavam ainda mais tarde", contou a prima. Soraia revelou que o velório das duas jovens será em Barra do Una, no município de São Sebastião, e o enterro está previsto para ocorrer na manhã de hoje. As duas estudantes foram morar em São Paulo com a família ainda crianças e, nos últimos anos, visitaram os familiares que moram no município de Salitre, próximo a Canindé. Segundo a prima das jovens, todos estão abalados com a fatalidade. "Eram ótimas primas, ótimas filhas e ótimas irmãs". Já Damião trabalhou por oito anos como cozinheiro de um hotel, mas pediu demissão há cerca de três anos para poder fazer faculdade. O primo do cearense, Orlando Xavier, contou que o estudante era um "lutador" que saiu muito jovem da cidade de Mauriti para viver no litoral de São Paulo, onde conheceu a mulher Juliana Xavier dos Santos, 34. O casal estava junto havia mais de 15 anos e tinha um filho de 12 anos. O sepultamento de Damião também irá ocorrer em São Paulo. De acordo com uma amiga da família, os pais do cearense viajaram para a cidade paulista para se despedir do filho. Na noite de ontem, os estudantes da Universidade de Mogi das Cruzes prestaram homenagens aos universitários mortos na tragédia. A instituição divulgou nota em que solidariza com as famílias das vítimas e decretou luto oficial de dois dias. A Universidade Braz Cubas também decretou luto oficial e suspendeu as atividades até hoje. Veículo desgovernado O ônibus da empresa União do Litoral, fretado por estudantes e aparentemente desgovernado, invadiu a pista contrária, atingiu em cheio uma rocha, capotou e se arrastou por alguns metros com a capota virada para baixo. Havia 35 pessoas no veículo. Morreram 17 estudantes, com idades entre 18 e 43 anos, e o motorista, Antonio Carlos da Silva, 37. Outras 17 pessoas estão feridas, sendo ao menos cinco delas em estado grave. Segundo o delegado Fábio Pierri, o ônibus estava acima da velocidade permitida, de 60 km/h, mas a polícia ainda apura outros fatores que podem ter contribuído para o acidente, inclusive a perda de freio. Tanto o presidente interino Michel Temer como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lamentaram o acidente e a dor das famílias. (Foto: Jonny Ueda/Futura Press/Estadão Conteúdo) (Foto: Edu Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo) Nayana Siebra/Diário do Nordeste Via Boca Quente

Polícia prende suspeito de ter assassinado a jovem Rayany desaparecida há quase 3 meses



Em depoimento, concedido na Delegacia de Defesa da Mulher, em Crato, Saulo Lopes negou o homicídio e se limitou a dizer que só falaria em Juízo. No entanto, testemunhas afirmam para a Polícia que ele é o autor do crime. O mistério envolvendo o desaparecimento da jovem Rayany Alves Machado, de 24 anos, foi desvendado, ontem, pela Polícia Civil do município do Crato, após quase três meses de investigação. A peça-chave para elucidar o crime foi o depoimento de uma testemunha que não teve a identidade revelada. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Diogo Galindo, a principal suspeita do crime que recaía sobre o ex-namorado da garota foi confirmada pela testemunha. Saulo Lopes Custódio, de 30 anos, foi preso na manhã de ontem após uma pessoa afirmar ter presenciado ele matar Rayany com uma facada na cidade de Belém de São Francisco, no Estado do Pernambuco. Em depoimento, concedido na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Crato, Saulo negou o homicídio e se limitou a dizer que só falaria em Juízo. Apesar das negativas do suspeito, Diogo Galindo destacou que "não há dúvida que Saulo matou, friamente, a jovem Rayany". Para o delegado, "há inúmeras contradições em seu depoimento e temos testemunhas oculares que atestam o assassinado. Ele é um homem frio e bastante violento, com histórico de crimes contra mulheres", acrescentou Galindo. A testemunha, que trabalha com o suspeito, disse aos policiais que Saulo teria raptado a jovem quando ela saía do trabalho, na noite do dia 19 de março e a forçado a entrar em seu caminhão quando seguia para o Pernambuco, Estado onde ele comercializava carvão. "No dia em que Rayany foi morta, Saulo teria tentado manter relações sexuais com ela para reatar o namoro. Ela se negou e os dois começaram a discutir. Foi quando ele teria desferido golpes de faca na jovem e jogado seu corpo no leito do Rio São Francisco", disse o delegado Diogo Galindo, destacando que tudo ainda será investigado. Apesar de ter dado o caso como elucidado, a delegada Kamila Brito ressaltou que as investigações seguem com o objetivo de localizar o corpo da vítima. "Amanhã voltaremos à cidade de Belém de São Francisco para tentar encontrar o corpo de Rayany. Já acionamos a Polícia de lá, o Instituto Médico Legal (IML) e os hospitais para o caso de algum corpo ter sido localizado naquela localidade. Ouviremos também outras testemunhas que podem ter presenciado a discussão entre eles e até mesmo o momento do crime", concluiu Kamila. Tristeza Bastante emocionada, a mãe de Rayany, que ainda nutria a esperança de encontrar a filha com vida disse que "agora só resta ser feita Justiça". "É uma dor muito grande. Perder uma filha tão nova e de forma tão violenta. Eu sempre sonhei em ver ela entrando pela porta lá de casa e agora recebo a notícia que ela está morta", disse Antonina Alves Machado. A vítima deixou uma filha de quatro anos de idade. "A família sempre espera a melhor notícia possível né? Agora é juntar forças para encarar esse momento. Só pedimos para o crime não fique impune", lamentou Maria Diva da Silva, amiga da família. De acordo com Diogo Galindo, o suspeito possui um perfil bastante violento. "Ele já responde por cinco casos de agressão contra mulher, alguns dele já foi inclusive apenado", revelou o delegado. Ainda de acordo com Galindo, Saulo é "extremamente violento e perverso". Segundo a delegada, o suspeito "já quebrou nariz de uma mulher e já bateu nas costas de outra com uma 'pimba de boi' deixando fortes marcas, enfim, é violento, frio". Kamila Brito disse ainda que Saulo é suspeito de ter assassinato um homem na cidade do Crato. "Estamos em pose das informações e vamos investigar", finalizou Kamila. Protesto Membros de grupos de luta contra a violência de gênero, familiares e amigos da vítima se reuniram em frente à Delegacia da Mulher onde realizaram um protesto enquanto o suspeito era ouvido pelas autoridades policiais. Eles expuseram faixas, cartazes e colocaram diversas cruzes com nomes de outras mulheres assassinadas na região. Na saída, quando Saulo foi levado à Cadeia, o grupo clamou por justiça. Segundo a presidente do Conselho Municipal de Defesa da Mulher Cratense (CMDMC), Verônica Carvalho, estatísticas ainda a serem confirmadas pela Polícia, em 2015, 14 mulheres foram assassinadas. Neste ano já são quatro casos, incluindo a morte de Rayany. Verônica ressalta que as estatísticas poderiam ser ainda mais assustadoras, uma vez que ainda não há números que tratem sobre desaparecimentos, apesar de ser "uma realidade bastante presente". Em resposta à violência contra mulher na região, foi lançado no ano passado o Observatório da Violência Contra a Mulher do Cariri, que atua em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Segundo o primeiro levantamento realizado pelo órgão, de janeiro de 2005 a janeiro de 2015, foram 186 mulheres assassinadas, sendo que a grande maioria dos assassinatos foi ocasionado pelo próprio companheiro da vítima.(Foto André Costa) André Costa/Diário do Nordeste Via Boca Quente

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