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Depois do rebuliço que foi lançar Luana Piovani nua na “Playboy”, a revista traz na capa deste mês a modelo paranaense Vivi Orth, de 25 anos. Desconhecida do grande público, a modelo de 1,80m e apenas 54kg é a aposta da editora para quebrar padrões, mostrando o nu de uma mulher fora do perfil “gostosona”. “É exatamente o que eu quero mostrar: que a magra também é sensual e tem curvas”, justifica Viviane.
Por que resolveu aceitar posar nua agora?
Quando o convite chegou até mim, de início, eu recuei um pouco, pesando os prós e os contras, porque, sem dúvida, vai ser uma mudança de imagem. Sou a primeira do mundo fashion fotografar numa “Playboy” do Brasil. Vai abrir portas para um público novo para mim, pois vou sair do mundo da moda e atingir mais a massa, e para a revista também, que vai abrir porta para outras meninas posarem também.
Você é evangélica... Isso influenciou na decisão?
Não influenciou em momento algum. As fotos são lindas e não tem nada que vai me expor de uma forma inadequada.
Vai ter nu total?
A gente foi fotografando e deixei rolar... Temos que esperar o ensaio sair para ver. É surpresa. Mas acho que ficou tudo muito lindo (segundo uma fonte do EXTRA a nudez total é garantida).
Teme ser comparada a Luana Piovani?
Essa comparação é inevitável, vai acontecer. Mas cada mulher é diferente da outra. Meu ensaio vai ser uma quebra de barreiras, pois todo mundo espera uma coisa muito moda. Tem moda, mas também tem uma mulher sensual e nua.
O que acha das críticas sobre o fato de você ser magra?
Acho maravilhoso as pessoas me chamando de magra, afinal, eu sou modelo, né!? Mas é exatamente isso que eu quero mostrar: que a magra também é sensual. Não é o fato de seu ser magra que eu não tenho curvas. E eu quero mostrar isso para as pessoas: que as pessoas posam olhar e ver que uma modelo fashion também é sensual.
Como cuida do corpo?
Sempre fui magra e sempre tive muito cuidado com o corpo. Malho muito, faço muay thai, funcional, bike, pilates. Modelo tem que estar com o corpo pronto para o que der e vier, sempre. Do dia para a noite, me chamam para fazer uma campanha de biquíni, e eu tenho que estar pronta.
Quais são os seus planos para depois da revista?
Esse vai ser a grande chance da minha carreira para atingir o público que não conhece muito de moda. Tenho 25 anos e estou fazendo 12 anos de carreira, e tenho um projeto de trabalhar como apresentadora de TV. Chega um momento da nossa vida que você quer alcançar outros objetivos. E acho que a revista veio a calhar nesse sentido.
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Justiça determina interdição total da Ciclovia Tim Maia, cujo trecho desabou matando duas pessoas
O juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 9ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou, nesta sexta-feira, a interdição total da Ciclovia Tim Maia, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, na Zona Sul do Rio. No dia 21 de abril, um trecho do trajeto desabou, matando duas pessoas. A determinação do magistrado permanecerá em vigor até que a Prefeitura do Rio anexe aos autos do processo um laudo que comprove a inexistÊncia de risco de desabamento em outros pontos da pista. A multa diária no caso de descumprimento é de R$ 5 mil.
“A interdição deve incidir sobre todo o trecho que interliga os bairros de São Conrado e Leblon, inclusive para evitar o risco de acidentes e atropelamentos de ciclistas e pedestres, que se veem obrigados a desviar de bloqueios, dividindo a Av. Niemeyer com veículos e ônibus. Outrossim, deve perdurar até a juntada aos autos, pelo Município, de laudo técnico que ateste a inexistência do risco de um novo episódio semelhante em outro ponto da ciclovia”, justifica o juiz na decisão.
A decisão concede antecipação de tutela em ação popular visando à impugnação dos contratos celebrados pelas partes. Os réus são a Prefeitura do Rio, o prefeito Eduardo Paes, o Consórcio Contemat-Concrejato, a Concremat Engenharia e Tecnologia S/A, Marcello José Ferreira Carvalho, Ioannis Saliveros Neto e Hércules Bruno Neto.
O acidente ocorreu apenas três meses após inauguração da ciclovia, com 3,9 quilômetros de extensão e cuja obra custou R$44,7 milhões. Na manhã daquela data, um trecho de 20 metros da pista para ciclistas desabou com a ação das ondas, provocando as mortes do gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos, e do engenheiro Eduardo Marinho de Albuquerque, de 54 anos.
Na última terça-feira, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirmaram que a causa do acidente foi o fato de as plataformas, que funcionam como vigas de sustentação, não estarem amarradas aos pilares. Segundo o laudo preliminar da perícia do ICCE, a força das ondas, no sentido de baixo para cima, levantou o tabuleiro, provocando o desabamento, que ocasionou a morte de duas pessoas que passavam a pé no trecho. O laudo final ficará pronto na próxima sexta-feira.
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